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Bruxelas apela que UE e Open Arms cooperem para desembarque de migrantes

A Comissão Europeia apelou hoje à cooperação "de todos os evolvidos" para encontrar uma solução que permita o desembarque imediato dos migrantes a bordo da embarcação da Open Arms, após a organização ter rejeitado a proposta de Espanha.

Bruxelas apela que UE e Open Arms cooperem para desembarque de migrantes

"Saudamos a boa vontade e cooperação manifestada por Espanha ao aceitar o desembarque destes migrantes e apelamos agora a todos os envolvidos, a todos os Estados-membros e a todas as organizações não-governamentais [ONG] que cooperarem para encontrar uma solução que signifique que as pessoas a bordo da embarcação da Open Arms podem desembarcar o mais rapidamente possível", afirmou hoje a porta-voz do executivo comunitário Natasha Bertaud.

Falando na conferência de imprensa do executivo comunitário, em Bruxelas, a responsável recordou que "a Comissão não tem competência para escolher um local para desembarque" destes migrantes, reforçando, por isso, o apelo de que "todas as partes cooperem e contribuíam para uma solução para as pessoas a bordo e, assim, concretizar um desembarque imediato".

"Gostaria de recordar que esta é uma necessidade humanitária e deve ser uma prioridade para todos", adiantou.

No domingo, o Centro Nacional de Coordenação e Salvamento Marítimo espanhol propôs ao navio Open Arms que rume a Algeciras, mas a ONG a que pertence o barco recusou dirigir-se para aquele porto espanhol por este estar muito longe da ilha italiana de Lampedusa, ao lago da qual se encontra.

A embarcação da Open Arms está ao largo da ilha italiana desde 01 de agosto, quando resgatou 147 migrantes do Mar Mediterrâneo, ao largo da Líbia, mas os dois países mais próximos, Itália e Malta, recusam-lhe o acesso aos seus portos.

Atualmente, estão 107 migrantes e 19 voluntários a bordo, depois a Itália ter autorizado a retirada de menores não-acompanhados e de várias operações para retirar do navio pessoas a precisar de assistência médica urgente.

Apesar de, na quinta-feira, seis países europeus -- Portugal, Espanha, Alemanha, França, Luxemburgo e Roménia -- se terem oferecido para receber os migrantes a bordo do navio humanitário, o Open Arms continua sem autorização do ministro do Interior de Itália, Mateo Salvini, para aportar.

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, Natasha Bertaud saudou a solidariedade manifestada por estes Estados-membros, falando num "intenso contacto" entre estes países e Bruxelas para chegar a uma solução para a embarcação que espera por uma resposta há 18 dias.

Depois de concluído o desembarque, num porto europeu ainda por decidir, caberá à Comissão Europeia coordenar a distribuição dos migrantes pelos Estados-membros da UE, tendo em conta as manifestações de disponibilidade.

Entretanto, também um outro navio -- o Ocean Viking -- com 356 migrantes resgatados das águas do Mediterrâneo aguarda há mais de 10 dias, junto às costas de Malta e de Itália, para a designação de um porto seguro para desembarcar.

Falando sobre esta situação, Natasha Bertaud adiantou aos jornalistas que o executivo comunitário também está a acompanhar o caso, estando em contactos informais com os Estados-membros, e disse esperar que os países da UE manifestem "a mesma solidariedade" como no caso da Open Arms.

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