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Detido em Espanha antigo diretor dos serviços secretos de Chávez

O ex-diretor dos serviços secretos militares venezuelanos e homem de confiança do antigo Presidente Hugo Chávez, major Hugo Carvajal, foi hoje detido em Madrid pela polícia espanhola, na sequência de um mandado de extradição emitido pelos Estados Unidos.

Detido em Espanha antigo diretor dos serviços secretos de Chávez

Fontes policiais citadas pela agência espanhola EFE precisaram que a detenção ocorreu hoje à tarde na capital espanhola, em cumprimento de uma ordem de extradição emitida pelas autoridades norte-americanas por delitos económicos, relacionados com a lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico.

O nome de Hugo Carvajal esteve recentemente em destaque quando, em fevereiro passado, manifestou publicamente o seu apoio ao presidente da Assembleia Nacional (parlamento) e autoproclamado Presidente interino venezuelano, Juan Guaidó.

O major-general foi a figura mais influente da hierarquia militar venezuelana que manifestou apoio ao opositor Guaidó.

Na mesma altura, Carvajal apelou aos militares venezuelanos para que voltassem as costas e contestassem o governo do Presidente Nicolás Maduro.

Posteriormente, Carvajal foi um dos 13 oficiais que foram expulsos das Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FABV) por um decreto assinado por Maduro.

Segundo o decreto, os militares foram visados por não reconhecerem as autoridades legalmente constituídas e por incorrerem no delito de traição à pátria.

Em maio de 2018, o Departamento do Tesouro norte-americano incluiu na sua "lista negra" de narcotraficantes o nome de Pedro Luis Martin Olivares, um antigo alto responsável do serviço de informações da Venezuela, que era acusado de fazer lavagem de dinheiro procedente do narcotráfico juntamente com Carvajal.

Hugo Carvajal foi indiciado no passado por acusações relacionadas ao tráfico de drogas nos Estados norte-americanos da Florida e de Nova Iorque.

Em 2014, o militar escapou à extradição para os Estados Unidos, depois de ter sido detido por um curto período de tempo em Aruba, onde era cônsul da Venezuela.

A agência norte-americana Associated Press (AP) relatou que a Embaixada dos Estados Unidos em Madrid não mostrou disponibilidade, até ao momento, para comentar este caso.

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