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Japão deve diminuir compras de gás natural ao estrangeiro

As importações de gás natural liquefeito (GNL) do Japão vão cair 3,1% este ano e novamente 2,3% em 2018, o que faz antecipar que haja menos compras aos países produtores, como Moçambique.

Japão deve diminuir compras de gás natural ao estrangeiro
Notícias ao Minuto

16:57 - 02/08/17 por Lusa

Economia GNL

De acordo com as previsões do Instituto da Economia Energética japonês, as importações de gás natural neste ano fiscal, que começou a 1 de abril, deverão diminuir 3,1%, para 82,1 milhões de toneladas, e cair 2,3% em 2018, para 80,3 milhões de toneladas no próximo ano fiscal, partindo do princípio de que o Produto Interno Bruto nipónico cresce 1,4% este ano e 1,1% em 2018.

Os dados, citados hoje pela consultora Newsbase, revelam também que no ano passado o Japão gastou mais de 30 mil milhões de dólares em compras de gás ao exterior, um mercado em que Moçambique quer entrar.

Em março, o Presidente da República moçambicana liderou uma delegação de ministros e empresários ao Japão, incluindo uma visita à Tokyo Gas, que já admitiu querer que parte dos 14 milhões de toneladas que importa anualmente venham de Moçambique.

"Nesta visita ao Japão, temos de apresentar os nossos recursos de energia, o carvão e o gás. Encaramos o Japão como um grande cliente e precisamos que compre o nosso gás", disse a ministra dos Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens, à chegada a Tóquio, em março.

O Japão importa praticamente todo o gás natural que consome, é o maior comprador de combustível congelado e a procura por GNL tem aumentado de forma significativa no seguimento do acidente nuclear de Fukushima, em 2011, que colocou todos os outros 50 reatores nucleares em causa, havendo apenas cinco em funcionamento.

Nos últimos anos, as importações de GNL têm aumentado sempre: 70,6 milhões de toneladas em 2010, para 87,7 milhões em 2013 e 89,1 milhões em 2014, antes do início da queda para 83,6 milhões de toneladas em 2015.

O Japão é o nono parceiro comercial de Moçambique: as exportações de produtos e serviços japoneses totalizaram em 2016, um valor de 108 milhões de dólares, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística moçambicano, que apontam para que as exportações de bens moçambicanos para o Japão rondem os 31 milhões de dólares, logo a seguir a Portugal.

Moçambique tem reservas de pelo menos 160 triliões de pés cúbicos de gás, catapultando o país para o pódio dos mais promissores, juntamente com a Austrália e o Qatar, tendo a vantagem de estar fisicamente próxima do mercado asiático, que engloba o Japão e a China, a segunda maior economia do mundo.

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