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"Vai nascer um novo BES sem lixo nem esqueletos no armário"

Luís Marques Mendes, no seu comentário semanal este Sábado, na SIC, fez uma antevisão ao que irá acontecer ao Banco Espírito Santo, depois da intervenção que o Estado está a preparar e que deverá ser anunciado este Domingo à noite. Para o comentador irá nascer um novo banco, em que tudo o que é lixo será eliminado.

"Vai nascer um novo BES sem lixo nem esqueletos no armário"

Marques Mendes, comentou este sábado à noite na SIC, a grave crise financeira vivida no BES e o buraco de 3,5 mil milhões de euros registados nas contas do primeiro semestre do banco.

Para o ex-ministro dos Assuntos Parlamentares “esta foi uma péssima notícia”, uma vez que se esperava um buraco de cerca de 2,6 mil milhões, para o qual haveria uma almofada financeira. “Pelo que se sabe estas contas são o resultado de três operações, todas elas ruinosas: primeiro, as garantias dadas ao petróleo da Venezuela; segundo, a venda e recompra de títulos e, por último, compensações e favorecimentos entre credores às custas dos bancos”, lembrou o comentador.

O ponto importante nesta situação, diz, é o facto destas operações terem ocorrido no início de julho, altura em que Ricardo Salgado já estava de saída do BES. “Isto é gravíssimo no plano ético e criminal, porque a administração aproveitou-se da situação para agravar a situação do banco e porque não se trata de descuido nem falta de competência”. Por isso, defende, é necessário “que a justiça seja rápida”.

Referindo-se ao futuro do banco, e à operação de recapitalização com uma alegada ajuda do Estado, Marques Mendes deixou claro que não “haverá nenhuma nacionalização”.

Com base “na legislação e informações que cruzei com outras pessoas”, o político defende que se tratará de “uma operação relâmpago”, nunca antes vista em Portugal, e que consiste “numa recapitalização que garante os direitos dos trabalhadores e todos os depósitos e que trará mudanças no capital, penalizando os atuais acionistas”.

“Na segunda-feira nascerá um novo banco, com o mesmo nome, mas uma nova direção. Tudo o que é lixo estará de fora bem como todos os esqueletos. O novo accionista será um accionista único, o Fundo de Resolução, que não é do Estado mas é abastecido financeiramente pelos bancos todos do país”, disse, salientado trata-se de “uma mudança radical a ser aplicada com Bruxelas, para salvar o banco”.

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