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ASF: Riscos do mercado de seguros mantêm nível alto

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) mantém no nível alto os riscos macroeconómicos, prevendo que pressões inflacionistas e o contexto geopolítico possam aumentar custos com sinistros, impactando a rendibilidade de segmentos não vida.

ASF: Riscos do mercado de seguros mantêm nível alto
Notícias ao Minuto

12:12 - 07/07/22 por Lusa

Economia ASF

No seu Painel de Riscos do Setor Segurador, a entidade conclui que os principais riscos para o setor segurador permanecem influenciados pela incerteza decorrente do atual contexto geopolítico, com impacto sobre a atividade económica e a inflação e, consequentemente, sobre a condução da política monetária, motivando a manutenção da classificação dos riscos macroeconómicos no nível alto.

A ASF lembra a incerteza do contexto geopolítico, com impacto sobre a atividade económica, a inflação e a condução da política monetária, e defende que o prolongamento da guerra na Ucrânia está a contribuir para um aumento acentuado dos preços globais da energia, das matérias-primas e dos produtos alimentares, gerando um aumento das pressões inflacionistas.

No contexto dos mercados financeiros, a ASF destaca que a incerteza geopolítica se refletiu num aumento da volatilidade, com uma correção descendente dos preços nos mercados obrigacionista e acionista, considerando existir potencial para correções adicionais, dada a perceção de sobrevalorização de alguns segmentos de mercado.

"Estas evoluções motivam a revisão da avaliação da categoria de riscos de crédito para o nível médio-alto, enquanto os riscos de mercado prosseguem no patamar de risco alto, com tendência ascendente", conclui.

Os riscos de liquidez permaneceram no nível médio-baixo, no final do primeiro trimestre de 2022, assim como os riscos de rendibilidade e solvabilidade.

A ASF destaca uma evolução positiva da produção nas categorias de riscos específicos de seguros vida e não vida mas, não obstante, diz que o recente aumento da produção do ramo vida é motivado pelo crescimento dos produtos de seguros vida ligados, os quais diz exporem os tomadores de seguros e beneficiários "a potenciais perdas decorrentes de evoluções adversas nos mercados financeiros, num contexto de incerteza" quanto à evolução destes mercados.

"Adicionalmente, salienta-se que as pressões inflacionistas, impulsionadas pelo contexto geopolítico, poderão aumentar o valor dos custos com sinistros, impactando a rendibilidade de alguns segmentos não vida, enquanto a desaceleração do crescimento económico poderá condicionar a geração de novo negócio", antevê, mantendo assim a avaliação de ambas as categorias em médio-alto.

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