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Gulbenkian: Partex à venda para a Fundação ser mais sustentável

A Fundação Gulbenkian quer sair do negócio da exploração de petróleo, com ativos avaliados em cerca de 457 milhões de euros, para ser mais sustentável, um negócio criado em 1938 pelo seu fundador, Calouste Gulbenkian.

Gulbenkian: Partex à venda para a Fundação ser mais sustentável
Notícias ao Minuto

15:40 - 22/03/19 por Lusa

Economia Empresas

No ano passado, por esta altura, a venda da petrolífera Partex, de que a Fundação detém a totalidade do capital, e que representava em 2017 cerca de 18% dos ativos da Gulbenkian, estava a ser negociada com o grupo chinês CEFC.

Já antes, a Fundação liderada por Isabel Mota tinha anunciado a intenção de alienar os investimentos nos combustíveis fósseis, tendo "em conta uma nova matriz energética e os seus objetivos em prol da sustentabilidade, na linha do movimento internacional seguido por outras fundações".

Em abril de 2018 era posto um ponto final nas negociações para a venda da Partex, por falta de condições, informou então a Fundação, realçando que não pretendia, no entanto, desistir da alienação da petrolífera.

"Na sequência das notícias recentes vindas a público sobre a situação do grupo chinês e face à incapacidade desta empresa em as esclarecer cabalmente junto da Fundação, concluiu-se que não existem condições para continuar as conversações", anunciou em comunicado a Fundação Calouste Gulbenkian, em 13 de abril.

Contudo, esclareceu, que fica "inalterada a sua opção estratégica relativamente à nova matriz energética", pelo que "dará continuidade ao processo de venda da Partex, tendo em conta os melhores interesses da Fundação e da empresa".

Os ativos petrolíferos, detidos através da Partex Holding B.V., estão registados na rubrica de "ativos não correntes detidos para venda" no balanço de 2017, com um valor de 457 milhões de euros, o que representa uma desvalorização de 38,4 milhões de euros face à posição do final de 2016 (495,5 milhões de euros -- registado na rubrica de "Investimentos em associadas e subsidiárias" no balanço). Este decréscimo é justificado essencialmente pela desvalorização do dólar americano, moeda de referência nas contas da Partex.

Esta recomposição do património da Fundação "continuará a garantir a realização de todas as atividades filantrópicas da instituição que Calouste Gulbenkian quis ver como perpétua e destinada ao bem da humanidade", garantiu a Fundação.

Liderada por António Costa Silva, a Partex foi fundada em 1938, por Calouste Gulbenkian, que até então "tinha sido o grande promotor da criação da Iraq Petroleum Company, uma empresa que reuniu os interesses das empresas que hoje se chamam BP, Shell, Total, Exxon Mobil, e onde ficou com 5%, passando a ser conhecido como o "Mister Five Per Cent".

Foi a Iraq Petroleum Company que iniciou toda a atividade da indústria petrolífera no Médio Oriente, juntando como parceiros Iraque, Qatar, Abu Dhabi e Omã.

Calouste Gulbenkian entrou na Iraq Petroleum Company em nome individual, mas depois criou a empresa Participations and Explorations, daí o nome Partex, que assinou em 1939 a primeira concessão com Abu Dhabi.

Com a nacionalização de 60% da concessão em 1971, surgiu a empresa nacional ADNOC em Abu Dhabi, diminuindo a participação de todos os acionistas, o que no caso da Partex representou uma redução de 5% para 2%.

No início de maio de 2017, Isabel Mota tomou posse como presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e elegeu a ação social como uma das prioridades para o seu mandato à frente da instituição sem fins lucrativos.

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