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Fundão apostou nas novas tecnologias e criou 500 postos de trabalho

O Centro de Negócios do Fundão, que é finalista da edição de 2018 dos prémios europeus RegioStars, assume-se como o motor da estratégia local de inovação, tendo já criado 500 postos de trabalho qualificados numa cidade do interior do país.

Fundão apostou nas novas tecnologias e criou 500 postos de trabalho
Notícias ao Minuto

12:09 - 06/10/18 por Lusa

Economia Investimento

Em quatro anos, o Centro de Negócios e Serviços Partilhados (CNSP) do Fundão permitiu atrair 14 empresas das tecnologias de informação, criar mais de 500 postos de trabalho e impulsionou um ecossistema que gerou 68 'startups' e projetos, para além da implementação de programas intensivos de conversão de desempregados em programadores informáticos, que já abrangeu 240 pessoas (50% sem formação superior e uma taxa de empregabilidade de 97%).

O CNSP está entre os finalistas dos prémios RegioStars 2018, um galardão com o qual a Comissão Europeia distingue projetos inovadores e de boas práticas de desenvolvimento regional, apoiados por fundos europeus. O vencedor será conhecido na terça-feira, numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, onde decorre a Semana Europeia das Regiões e das Cidades.

"No pico da grande crise, chegámos a estar com uma taxa de desemprego perto dos 20% e fizemos uma aposta na atração de empresas de desenvolvimento de 'software', refuncionalizando edifícios públicos que não estavam a ter grande uso", disse à agência Lusa o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes.

A autarquia decidiu investir 2,4 milhões de euros (com apoio de fundos comunitários) na transformação de um pavilhão multiusos com 15 anos no CNSP, que hoje é a casa "de mais de 400 programadores informáticos".

"Há quatro anos, estávamos com três ou quatro engenheiros, hoje temos mais de 500 engenheiros informáticos e um ecossistema forte, numa cidade com menos de 15 mil habitantes", sublinhou Paulo Fernandes, apontando ainda para toda uma reorientação do município, procurando criar uma ligação às novas tecnologias também nas atividades económicas tradicionais do concelho.

Para o autarca, o projeto ganha ainda mais relevância por ter surgido num concelho em zona de baixa densidade populacional e vista como parte deprimida do país.

"Durante décadas habituámo-nos a ver a mão-de-obra qualificada sempre de saída do concelho e de entrada era muito pouca. Hoje, esse fluxo está a ficar mais equilibrado e esperamos continuar nesta senda e sabemos que há ainda muito a fazer", frisou.

Para Paulo Fernandes, este projeto representa também uma outra forma de se fazer política local, ao não se pensar apenas nas infraestruturas, mas na componente mais imaterial, seja na reconversão de carreiras, na transferência de tecnologia para o mercado, em sistemas de apoio às empresas ou na aposta no conhecimento e na inovação.

"Do ponto de vista do orçamento do município, que tem dificuldades económicas há bastante tempo, temos poucos meios disponíveis e a brincar digo que o que estamos a fazer custa menos do que algumas rotundas que se fazem por aí. A comparticipação local para o Centro de Negócios foi cerca de 300 mil euros. Não é um esforço por aí além", sublinhou.

Associado ao CNSP, a Câmara do Fundão criou uma Incubadora e Aceleradora, um Fab Lab, um Centro de Formação Avançada, um Centro de Validação e Certificação de Software e apostou também na reabilitação urbana, tendo sido reabilitados cerca de 150 fogos habitacionais desde 2013, estando mais 100 em construção.

Segundo informações disponibilizadas à agência Lusa, houve uma redução superior a 50% do desemprego no concelho e o saldo migratório foi positivo em 2015, "pela primeira vez em muitos anos".

Portugal tem quatro projetos entre os 21 finalistas dos RegioStars, dois do Norte e dois do Centro.

O I3S e o Centro de Negócios e Serviços Partilhados do Fundão concorrem na categoria de apoio à transição industrial inteligente, o projeto Kastelo na área de melhor acesso a serviços públicos e o Museu da Vista Alegre na categoria de investimento no património cultural.

Portugal está ainda representado no projeto internacional ClimACT, um consórcio de nove instituições europeias liderado pelo Instituto Superior Técnico, de Lisboa, que pretende apoiar a transição para uma economia de baixo carbono em escolas nacionais, mas também de Espanha, França e Gibraltar.

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