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Depósitos sob reserva em Angola com primeira descida do ano em maio

O volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira dos bancos comerciais angolanos sob reserva do Banco Nacional de Angola (BNA) caiu três por cento entre abril e maio, a primeira quebra mensal desde o início do ano.

Depósitos sob reserva em Angola com primeira descida do ano em maio
Notícias ao Minuto

09:38 - 12/06/18 por Lusa

Economia Mercados

Segundo dados preliminares do BNA sobre o panorama monetário angolano, compilados pela agência Lusa, estas reservas obrigatórias desceram em maio para 1,134 biliões de kwanzas (4.000 milhões de euros).

Os depósitos em moeda nacional e estrangeira dos bancos comerciais angolanos tinham renovado em abril o valor mais alto do histórico disponibilizado pelo BNA, ao atingirem o pico de 1,170 biliões de kwanzas (4.180 milhões de euros).

Em dezembro de 2017, o volume de depósitos em moeda nacional e estrangeira cifrava-se em 1,090 biliões de kwanzas (5.850 milhões de euros, à taxa de câmbio de 31 de dezembro).

Os bancos comerciais que operam em Angola são obrigados a informar regularmente o banco central sobre estas reservas, que envolvem depósitos e operações com títulos.

Em causa nestes dados estava a obrigatoriedade de os mais de 20 bancos comerciais que operam em Angola constituírem reservas sobre os depósitos à ordem do BNA, que fixou taxas de 15% do total em moeda estrangeira e 30% em moeda nacional.

Já em dezembro de 2017, o banco central reduziu para 21% o coeficiente de reservas obrigatórias aplicadas a depósitos dos clientes dos bancos comerciais, em moeda nacional, uma das medidas com que pretendia travar a subida da inflação, que a um ano ronda os 25%.

Entretanto, o BNA decidiu, no final de maio, reduzir o coeficiente das Reservas Obrigatórias em moeda nacional de 21% para 19%.

Na denominada "reserva bancária" contavam-se no final de maio de 2018 depósitos obrigatórios em moeda estrangeira, no valor de 159.096 milhões de kwanzas (568 milhões de euros), e em moeda nacional, de 756.432 milhões de kwanzas (2.700 milhões de euros), estando os restantes em regime de reserva livre.

Nos últimos cinco anos - período disponibilizado na análise do BNA -, o valor total mais baixo destas reservas bancárias registou-se em 2012, com 671.325 milhões de kwanzas (5.300 milhões de euros, ao câmbio de então).

Angola vive uma grave crise financeira e económica, decorrente da quebra da cotação do barril de crude no mercado internacional, situação que se reflete ainda na falta de divisas no país, o que dificulta nomeadamente as importações, provocando várias restrições na gestão de moeda estrangeira.

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