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Prémio de artes com quatro finalistas voltados para a política

A organização do prémio Turner, um dos mais importantes galardões do mundo das artes, anunciou hoje como finalistas deste ano a Arquitetura Forense, de Eyal Weizman, o investigador Naeem Mohaiemen e os artistas Charlotte Prodger e Luke Willis Thompson.

Prémio de artes com quatro finalistas voltados para a política
Notícias ao Minuto

16:15 - 26/04/18 por Lusa

Cultura Turner

A edição de 2018 do prémio criado em 1984, cujo vencedor vai ser anunciado em dezembro, tem como júri o crítico Oliver Basciano, a diretora do Kunsthalle Basel, Elena Filipovic, a responsável de Estudos de Escultura do Instituto Henry Moore, Lisa LeFeuvre, e o escritor Tom McCarthy.

O coletivo Arquitetura Forense foi criado pelo arquiteto israelita Eyal Weizman em 2010, está sediado na escola Goldsmiths, da Universidade de Londres, e dedica-se à investigação do espaço para verificar violações de direitos humanos e crimes por parte de estados e de empresas.

De acordo com o prémio Turner, o grupo "propõe novos modos de recolha e análise de provas junto dos cidadãos e através de métodos 'open-source' que já contribuíram para desenvolvimentos nos campos dos direitos humanos, do jornalismo e das culturas visuais".

O investigador e artista visual Naeem Mohaiemen nasceu em 1969, em Londres, e cresceu em Daca, no Bangladesh, estando a fazer um doutoramento em Antropologia na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Com um trabalho focado em arquivos fílmicos, a investigação de Mohaiemen abrange "filmes, instalações e ensaios sobre políticas transnacionais de esquerda no período após a Segunda Guerra Mundial". O artista pesquisa ainda temáticas ligadas aos "legados da descolonização e ao apagar e reescrever de memórias de utopias políticas", combinando autobiografia e história familiar para "explorar como fronteiras nacionais e passaportes moldam as vidas das pessoas em sociedades turbulentas".

A artista britânica Charlotte Prodger nasceu em Bournemouth, em 1974, e tem trabalhado com a imagem em movimento, impressa, com esculturas e com a escrita, segundo a organização do prémio.

"Ela tem minado as propriedades materiais de numerosos formatos de imagem em movimento, não apenas porque são substituídos de forma inerente ao longo do tempo, mas porque ela é fascinada pelos seus parâmetros formais e pelas suas histórias sociopolíticas", pode ler-se na página do prémio.

Por seu lado, o artista neozelandês Luke Willis Thompson nasceu em 1988 e estudou em Auckland e em Frankfurt, apresentando um trabalho multidisciplinar que aborda as "histórias traumáticas de classe, desigualdade racial e social, violência institucional, colonialismo e migração forçada".

Através de uma técnica que "replica e reconfigura" os 'Screen Tests', filmes mudos a preto e branco de Andy Warhol, Thompson mostra a "quase total ausência de pessoas de cor" dos 472 'Screen Tests' de Warhol.

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