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Wasted Rita inaugura e faz tributo às coisas que a "salvam diariamente"

A artista portuguesa Wasted Rita inaugura, na sexta-feira, na galeria Underdogs, em Lisboa, "As happy as sad can be", uma exposição que é um tributo às coisas que a "salvam diariamente", contou à agência Lusa.

Wasted Rita inaugura e faz tributo às coisas que a "salvam diariamente"
Notícias ao Minuto

12:45 - 19/10/17 por Lusa

Cultura Lisboa

A mostra, constituída apenas por obras novas, surge "numa tentativa de oficializar que não é mesmo necessário viver numa pressão para ser feliz". Wasted Rita, que nasceu em 1988, no Porto, faz desenhos, ilustrações e escreve teorias sobre o que a rodeia.

Para esta exposição, dividiu a galeria em pequenos espaços, "numa tentativa de trabalhar todas as coisas, todos os temas, tudo o que existe que te faz acordar e ter vontade de fazer coisas".

Seja em 'posters', telas, objetos pintados (como latas de cerveja e maços de tabaco), néones, cerâmica ou ilustrações, na Underdogs estão "coisas que salvam" a artista, "não necessariamente todas boas".

"É um tributo às coisas que me salvam diariamente: 'friends' [amigos], tacos, 'oral sex' [sexo oral], 'angry girls' [raparigas zangadas], internet", explicou em declarações à Lusa, num intervalo da montagem da exposição.

Wasted Rita prefere usar a língua inglesa para expressar o que a salva, a mesma língua que usa nas obras que cria e que já a levaram a expor na Tailândia, no Reino Unido ou na Croácia. Wasted Rita foi a única portuguesa entre os mais de 40 artistas presentes no parque de diversões "Dismaland", uma sátira à Disneylândia que o 'graffiter' britânico Banksy criou em 2015, no Reiono Unido.

Apesar de todos os temas que escolheu para "As happy as sad can be" ("Tão feliz quanto triste pode ser", tradução livre para português) estarem "em todos os espaços criados na galeria, estão mais trabalhados em alguns".

Um deles está mais relacionado "com internet, o ego na internet, mas não de uma forma crítica", outro, que representa um quarto, "está relacionado com feminismo, insatisfação constante", e um outro, "que é suposto ser rua", que é "sobre depressão, não estares bem".

Na exposição haverá também "uma caixa com filmes" e uma máquina de tirar brinquedos: "coisas compradas, nas quais fiz algo em cima".

"As happy as sad can be", de entrada livre, estará patente até 18 de novembro.

A Underdogs é um projeto cultural, fundado pela francesa Pauline Foessel e pelo português Alexandre Farto (Vhils), que se divide entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, exposições dentro de portas, no n.º 56 da rua Fernando Palha, um antigo armazém recuperado e transformado em galeria, e a produção de edições artísticas originais.

A plataforma tem também uma loja, na rua da Cintura do Porto de Lisboa, e começou em 2015 a organizar visitas guiadas de Arte Urbana em Lisboa.

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