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Black Midi querem inovar, apesar do concerto poderoso em Paredes de Coura

Os Black Midi querem inovar e encontrar um novo estilo, apesar do reconhecimento da crítica e do público conquistado com o lançamento do álbum de estreia, Schlagenheim, apresentado num concerto poderoso no festival Paredes de Coura.

Black Midi querem inovar, apesar do concerto poderoso em Paredes de Coura
Notícias ao Minuto

08:40 - 18/08/19 por Lusa

Cultura Música

Em entrevista à Lusa, ainda antes de entrar em palco na sexta-feira, o guitarrista e vocalista Geordie Greep falou sobre a expectativa enigmática que existia em torno da banda antes de editarem qualquer 'single', as sensações da 'tour' e o futuro promissor -- mas diferente -- de um grupo que se quer em constante mutação.

"Estamos ainda no precipício, mas não nos podemos queixar de como tem corrido. Estamos mais aliviados [da pressão], porque se eles gostaram do [álbum] que fizemos podemos perceber o que vamos fazer depois. É como juntar gasolina a um fogo, vai fazer com que trabalhemos mais afincadamente na próxima coisa que fizermos", considerou.

Pela segunda vez em Portugal, a banda apresenta-se como aventurosa, emocionantes, animada, cheia de drama e tensão, algo que se verificou quando subiram ao palco secundário, pelas 20:30, para um dos melhores concertos do festival, embora se mantenha indiferente ao que as pessoas dizem, algo que já praticava enquanto compunha o álbum.

"Tentamos manter-nos indiferentes ao que as pessoas dizem, sejam bom ou mau. Tentamos focar-nos no melhor que [o disco] pudesse ser. Se começares a pensar demasiado no que as pessoas dizem, positiva ou negativamente, vai destruí-lo", acrescentou, mais à frente na conversa.

Mais do que as palavras possam descrever, o quarteto londrino prefere que seja a sua música a falar por eles, num 'grito' de guitarras desafinadas, enérgicas 'jam sessions' entre faixas e os sons delirantes vindos da voz de Georgie, mas os Black Midi ainda não estão satisfeitos e preveem uma mudança radical no estilo da banda.

"A maneira como algo soa não é realmente representativo da sua verdadeira substância. Mas é um bom sítio para começar. Se soa diferente, pode ser que essa diferença seja verdadeira no conteúdo. É um objetivo continuarmos a evoluir e a mudar o som, não só por mudar, mas para nos desafiarmos à procura de outras coisas e ter outra perspetiva", explicou.

Esta 'tour' rouba tempo de novas composições, mas o grupo aproveita para gravar os improvisos durante os concertos de forma a encontrar uma base sobre onde algo possa ser construído, e o vocalista não escondeu o desejo de um dia encontrar um novo estilo, porque, nas suas palavras, "qualquer coisa que vale a pena, é um novo género".

"Não temos nada a perder, espero que duremos muito tempo, continuemos a trabalhar no duro e a desafiar-nos. Não queremos ficar presos num canto e cingir-nos a uma só coisa, queremos continuar a puxar uns pelos outros", indicou.

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