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Orchestra Sinfonica di Milano Giuseppe Verdi estreia 'Sinfonia Noa Noa'

A peça 'Sinfonia Noa Noa', de Nuno Côrte-Real, é estreada hoje pela Orchestra Sinfonica di Milano Giuseppe Verdi, sob a direção do próprio compositor, no Auditório da Fondazione Cariplo, em Milão, no norte de Itália.

Orchestra Sinfonica di Milano Giuseppe Verdi estreia 'Sinfonia Noa Noa'
Notícias ao Minuto

07:47 - 26/09/18 por Lusa

Cultura Nuno Côrte-Real

A 'Sinfonia Noa Noa', com uma duração de vinte minutos e dividida em cinco andamentos, é inspirada na estadia do pintor Paul Gauguin (1889-1903) na ilha do Taiti, na Polinésia Francesa, explicou à agência Lusa Nuno Côrte-Real.

A sinfonia, 'um tributo a Paul Gauguin', é uma obra na qual o compositor pensava 'desde há cerca de dois anos'. 'Esta sinfonia surgiu da minha vontade de fazer uma obra sinfónica que tivesse a ver com o mundo pictórico de Gauguin', acrescentou.

Cada andamento tem o título de um quadro que pintor fez quando esteve no Taiti: 'De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?', 'Contos bárbaros', 'Idílio no Taiti', 'O cavalo branco' e 'Matamoe'.

Côrte-Real referiu que o título escolhido é resgatado de um livro escrito por Gaugin, 'Noa Noa', 'meio autobiográfico, mas não factual, pois é muito romanceado, e é mais um testemunho literário seu'.

'Noa Noa', na língua nativa, significa 'perfume' e, nesta sinfonia, o compositor afirmou que procurou 'fazer uma ligação sinestésica, isto é, a transversalidade dos sentidos, neste caso da audição e da visão, uma busca que, de certa forma, o próprio Gauguin tinha'.

O compositor acrescentou que associou determinados timbres musicais a certas cores, procurando 'um sentimento de fusão entre o som e a cor'.

Esta sinfonia é estreada em Milão e volta a ser ouvida, também pela 'la Verdi', nome pelo qual é amplamente denominada a orquestra sinfónica milanesa, e sob a direção de Côrte-Real, no próximo sábado, no Teatro-Cine de Torres Vedras e, no dia seguinte, em Lisboa, no grande auditório do Centro Cultural de Belém, no âmbito da Temporada Darcos.

O programa dos concertos, além da obra do compositor português, inclui a Suite n.º 1 de 'Peer Gynt', de Edvard Grieg, e a Sinfonia n.º 9, 'Novo Mundo', de Antonín Dvorák.

Nuno Côrte-Real está atualmente a trabalhar na conclusão da ópera 'Canção do Bandido', com libreto de Pedro Mexia, baseada no conto popular português 'Macaco de rabo Cortado', e que se estreia no dia 08 de novembro, no Teatro da Trindade, em Lisboa, sob a sua direção artística.

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