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Citydrive, uma nova (e conveniente) forma de andar na cidade

O Tech ao Minuto esteve à conversa com a CEO da Citydrive para perceber as vantagens do serviço.

Citydrive, uma nova (e conveniente) forma de andar na cidade
Notícias ao Minuto

11:59 - 21/04/17 por Miguel Patinha Dias

Tech Entrevista

A cidade de Lisboa está em mutação. A importância dada aos espaços urbanos faz com que os carros estejam a ser ‘empurrados’ para fora do centro, o que faz com que os habitantes da capital portuguesa e turistas tenham de encontrar formas de transporte alternativas. Transportes públicos, táxis e serviços como a Uber são opções válidas mas, caso não saiba, há outras opções que fazem uso de conceitos inovadores.

É o caso da Citydrive, um serviço com direito a aplicação com base no carsharing e que procura que diferentes pessoas usem viaturas espalhados por toda a cidade de acordo com a sua necessidade. O Tech ao Minuto teve oportunidade de experimentar a app (disponível para Android e iOS) e constatar a simplicidade do sistema. Basta instalar a app, inscrevermo-nos no serviço com os nosso dados pessoais (Cartão de Cidadão e Carta de Condução incluídos) e procurar o carro mais próximo para rumar ao nosso destino.

Há que dizer que há qualquer coisa de especial em abrir as portas de um carro apenas com uma aplicação, um método simples e funcional que junta ainda a conveniência de não ser necessário pagar estacionamento em Lisboa em parques da EMEL.

Uma vez estacionado o carro e terminada a viagem basta fechar o carro... e é tudo. Mesmo que a app ainda tenha algumas arestas por limar e haver espaço para melhorias a nível de funcionalidades e interface, a Citydrive é um exemplo que o carsharing funciona e que há espaço para este tipo de mobilidade nas grandes cidades. Sobretudo para quem procura soluções mais flexíveis.

Uma solução alternativa que veio para ficar?

Além de experimentar a aplicação da Citydrive, o Tech ao Minuto teve ainda a oportunidade de conversar com a General Manager da Citydrive, Ana Morais Sarmento. O objetivo foi não só saber a origem do serviço como ainda procurar perceber se o carsharing tem futuro em Portugal. Saiba tudo na entrevista abaixo.

Há quanto tempo é que existe a Citydrive?

A Citydrive existe desde 2014 e foi criada inicialmente por uma ‘casa-mãe’ responsável pelo software de gestão de frotas – de carsharing neste caso – e para testar o conceito criou a Citydrive como piloto.

Essa é uma altura em que não se falava tanto da questão da mobilidade. Lisboa ainda não estava neste ponto em que se encontra agora…

Estamos um pouco à frente do nosso tempo mas lá fora o carsharing é um conceito que já existe há muitos anos. A primeira e única [empresa de carsharing] que existe em Portugal é a CityDrive.

Enquanto aplicação?

Não, não existe mais nenhuma empresa de carsharing semelhante à Citydrive em Portugal. No início houve, em 2014 ou 2015, duas experiências mas como uma delas tinha poucas viaturas não avançou.

A Citydrive surge como empresa em 2014. No final de 2016 foi adquirida por um grupo da Suíça, que já tem carsharing há muitos anos. Este grupo estava a analisar o mercado na Europa à procura de empresas de software e descobriram o da Citydrive. Estiveram cá, gostaram do projeto e adquiriram a Citydrive.

Em Lisboa vamos então fazer um relançamento. Temos atualmente 40 viaturas, já temos outras 40 encomendadas e contamos ter mais de 200 viaturas elétricas até ao final do ano.

Vão começar a fazer a mudança para o elétrico?

Sim vamos começar a fazer a mudança para o elétrico gradualmente. Não queremos fazer já de um momento para o outro porque as infra-estruturas ainda são insuficientes. O nosso objetivo a longo prazo é sermos 100% elétricos, quer em viaturas elétricas, quer scooters, quer bicicletas. O nosso projeto passa por estas três formas de mobilidade.

Mas neste momento temos de ter veículos a diesel e a gasolina porque, como sabe, tem a ver com as distâncias as autonomias. Se quiser ir daqui para o Porto, se não parar para fazer um carregamento é difícil.

Quando chegarmos à fase em que todas as viaturas tenham muita autonomia, então aí sim. Até porque esse é o nosso objetivo, porque a filosofia que está por detrás disto é mesmo o problema ambiental que existe nas cidades, com a poluição e congestionamento…

Não é por acaso que os carros em Lisboa estão cada vez mais a ser empurrados para a periferia…

Exatamente. A ideia é estarmos de acordo com a questão ambiental (fundamental) e termos esse rumo. Como estamos em Lisboa, temos planos para ir para o Porto no segundo semestre.

Em Lisboa temos a zona verde e a zona amarela. A verde é a zona central de Lisboa, do Campo Grande até à Baixa e a zona do Parque das Nações. É pegar no carro nesta zona e parar em qualquer lugar que seja estacionamento da EMEL (seja verde, amarelo ou vermelho).

A zona amarela é toda a zona central de Lisboa mas ao terminar a reserva aqui durante um período de 12 horas há um custo adicional se ninguém usar a viatura. Mas posso dizer que isso não acontece porque temos uma grande procura e uma equipa que está o dia inteiro a fazer abastecimentos, limpezas, verificações e localizações às viaturas elas nunca estão muito tempo fora. Imagine que deixo o carro no Centro Cultural de Belém. A equipa vai buscar o carro e coloca-o no centro de Lisboa.

Tudo o que sai fora desta zona verde e amarela, não é possível terminar a reserva. No futuro, contamos ter a Citydrive em mais cidades. O nosso objetivo é estar em 50 cidades europeias em cinco anos. Neste momento estamos em Lisboa e em Lausanne e Genebra, na Suíça.

E a nível de subscritores? Qual é a adesão à Citydrive?

Temos cerca de sete mil pessoas inscritos. No que diz respeito a número de utilizadores (naturalmente varia com o mês) são cerca de dois mil.

Temos pacotes empresariais com vantagens fiscais e quanto ao particular, quanto mais utilizar o serviço mais baixa é a tarifa. O nosso preço base são 29 cêntimos por minuto, onde está incluído o combustível e o parquímetro. A partir da primeira hora, o custo passa a 24 cêntimos.

Colocando-se o cenário de precisar de um carro, o que me levará a escolher a Citydrive em detrimento de um táxi ou da Uber? O que muda?

Não tem nada a ver, são serviços completamente diferentes. A diferença é que com a Citydrive a viatura é sua mas, comparando com rent-a-car, a grande diferença é que connosco é ao minuto e não ao dia. O conceito do carsharing é usar apenas o que precisa, não ter a viatura ligada a si o dia inteiro, há uma constante mutação e constante utilização. Só para ter uma ideia, cada carro de carsharing são menos nove carros a circular.

Vale então por ser mais flexível?

É muito user friendly. Não tem caução, por exemplo. Basta descarregar a aplicação; inscrever-se; recebe um telefonema de boas-vindas e de esclarecimento de dúvidas caso tenha algumas; localiza o carro mais próximo de si; reserva o carro, abre a porta do carro; faz uma checklist para ver se há danos a reportar ou não; vai até ao seu destino; termina a reserva; recebe o relatório com o valor do percurso que fez e pronto.

Como disse não tem caução e há duas formas de pagamento, nomeadamente referência Multibanco e Visa.

E para quem não tem um smartphone?

Quem não tem um smartphone tem um cartão, que enviamos após a adesão, e depois com esse cartão abre a porta. É um cartão fixo para abrir portas, sempre que precisa de abrir uma viatura passa o cartão pelo sensor (que também é um localizado).

Como se tem adaptado a cultura portuguesa a este conceito do carsharing?

O carsharing tal como qualquer outra modalidade que surgiu ao longo dos anos (como o renting ou o leasing) custa a convencer. O primeiro problema com que nos defrontamos é explicar o carsharing, porque muitas pessoas confundem com o carpooling. Pensam que são várias pessoas no mesmo carro que cumprem o mesmo trajeto.

A camada mais jovem tem uma mentalidade diferente, não tem o sentimento de posse relativamente a carros. Isto está a mudar, porque agora usamos de acordo com o que precisamos. Temos notado diferença especialmente no último ano.

Algum motivo especial?

Consciencialização através de campanhas de marketing para dar a conhecer o que existe. Lá fora, como disse, o conceito é extremamente usado há muitos anos e garantidamente que é o futuro.

[Notícia atualizada às 13:20]

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