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Apple mantém compromissos de Acordo de Paris apesar de saída dos EUA

A gigante tecnológica norte-americana Apple assegurou hoje estar a adotar medidas para cumprir o Acordo de Paris de combate às alterações climáticas, apesar da saída dos Estado Unidos, vincando que esta opção "não é má para o negócio".

Apple mantém compromissos de Acordo de Paris apesar de saída dos EUA
Notícias ao Minuto

20:27 - 05/11/18 por Lusa

Tech Web Summit

"Na Apple continuamos a apoiar o Acordo de Paris [porque] tal como vocês nós percebemos a necessidade de agir", disse a vice-presidente para as áreas sociais e ambientais da empresa, Lisa Jackson, para uma plateia cheia na cimeira tecnológica Web Summit, em Lisboa.

A responsável admitiu que "nem toda a gente" nos Estados Unidos concorda com a medida tomada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no ano passado, e por não o fazer é que a Apple continua a defender o protocolo firmado em 2015, prevendo medidas como a redução das emissões de dióxido de carbono.

Intervindo sobre "Negócios bons que fazem bem", Lisa Jackson observou que "a tarefa de proteger o ambiente" cabe "a todos".

"E a todos os governos, independentemente de qual o partido", acrescentou.

A vice-presidente da tecnológica norte-americana notou que, no mundo empresarial, é comum ouvir que "proteger o ambiente é mau para o negócio".

Porém, "não existe qualquer conflito entre um ambiente saudável e uma conta equilibrada", vincou, aludindo ao exemplo da Apple.

"É uma falsa escolha que temos de rejeitar", reforçou.

Ao todo, segundo dados avançados na ocasião, a Apple investiu, nos últimos tempos, 2,5 mil milhões de dólares [2,2 mil milhões de euros] em medidas sustentáveis, como tornar fazer com que todas instalações da empresa sejam alimentadas por energias renováveis.

"Esperamos que seja um modelo seguido em todo o mundo", sublinhou.

A responsável falou ainda em medidas como criar produtos "100% recicláveis", como o último Macbook Air, e incentivar os utilizadores a reciclar através da troca de equipamentos.

"Estamos mesmo a investir na transição energética", adiantou, defendendo ainda que "deve ser uma prioridade educar as novas gerações" para serem mais ativas em termos ambientais.

Na sessão de abertura, houve ainda tempo para refletir sobre tecnologia no cinema, ou seja realidade virtual, com o cineasta norte-americano Darren Aronofsky, diretor da Protozoa Pictures e conhecido por filmes como Pi (1998), A vida não é um sonho (2000) e Mãe (2017).

Intervindo na sessão, o cineasta notou como o espetador de cinema cria empatia e sente simultaneamente com os personagens, enquanto na realidade virtual o consegue "experienciar".

Aronofsky admitiu que alguns dos seus colegas "perderam controlo" face à tecnologia disponível, recorrendo a "'extravaganzas' (extravagâncias) de efeitos especiais", com enormes equipas envolvidas.

A cimeira de tecnologia Web Summit decorre entre hoje e quinta-feira no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.

Para esta edição, a terceira em Lisboa, a organização já prometeu "a maior e a melhor" de sempre, com novidades no programa e o alargamento do espaço, sendo esperados mais de 70 mil participantes de 170 países.

O evento nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Portugal e desde essa altura terá gerado um impacto económico de mais de 500 milhões euros.

Inicialmente, estava previsto que a cimeira ficasse por apenas três anos, mas em outubro deste ano foi anunciado que o evento continuará a ser realizado em Lisboa por mais 10 anos, ou seja, até 2028, mediante contrapartidas anuais de 11 milhões de euros e a expansão da FIL.

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