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Ações da Xiaomi abaixo das expectativas no primeiro dia em bolsa

As ações do fabricante chinês de 'smartphones' Xiaomi estrearam-se hoje em bolsa abaixo das expectativas, quando existem crescentes fricções comerciais entre Washington e Pequim, que têm abalado as praças financeiras mundiais.

Ações da Xiaomi abaixo das expectativas no primeiro dia em bolsa
Notícias ao Minuto

12:24 - 09/07/18 por Lusa

Tech Estreia

A ações do Xiaomi abriram na bolsa de Hong Kong com uma cotação de 16,6 dólares de Hong Kong (1,79 euros), abaixo dos 17 dólares previstos na oferta inicial, e caíram 4% até meio da sessão de hoje, mas recuperaram antes de encerrar o dia, para 16,80 dólares de Hong Kong (1,81 euros).

O fundador do grupo, Lei Jun, reconheceu que a entrada em bolsa da empresa ocorre num momento "crítico" das relações comerciais entre a China e os Estados Unidos, motivado pela política de Pequim para o setor tecnológico, e que tem causado volatilidade nas bolsas em todo o mundo.

"Apesar das condições macroeconómicas, que estão longe de ser as ideais, acreditamos que uma grande empresa pode enfrentar o desafio e diferenciar-se", disse.

Antes da entrada em bolsa, a empresa previu fixar o seu valor de mercado em 54.000 milhões de dólares (46.000 milhões de euros), aquém da proposta inicial de 100 mil milhões de dólares (83 mil milhões de euros), que caso se confirmasse seria a maior Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês) dos últimos anos a nível mundial.

A empresa, com sede em Pequim, é a quarta maior fabricante do mundo de 'smartphones' (telemóveis inteligentes) por quantidade de produção, segundo a unidade de pesquisa International Data Corp.

Fundada há oito anos, a firma chinesa foi uma das pioneiras na produção de 'smartphones' de baixo custo e diz que quer ser uma marca ao nível da norte-americana Apple.

O Xiaomi é já comercializado em Portugal através das lojas da Fnac, Worten e NOS, além de contar com espaços de venda próprios.

Na sexta-feira entraram em vigor, nos EUA, taxas alfandegárias sobre um total de 34.000 milhões de dólares (quase 29.000 milhões de euros) de bens importados da China.

Trata-se da primeira de uma série de medidas retaliatórias de Washington contra alegadas táticas "predatórias" por parte de Pequim, visando desenvolver o seu setor tecnológico, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia em troca de acesso ao mercado chinês.

A China prometeu punir as exportações dos EUA no mesmo valor, suscitando receios de uma guerra comercial total entre as duas maiores economias do mundo.

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