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“Programa de Estabilidade do Governo agrada na prática ao PSD e ao CDS”

Comentador da SIC considera que a redução da meta do défice "faz sentido" e "não é assim tão significativa" ao ponto de impedir que problemas como os da pediatria do São João, e tantos outros, se resolvam.

“Programa de Estabilidade do Governo agrada na prática ao PSD e ao CDS”
Notícias ao Minuto

23:59 - 15/04/18 por Melissa Lopes 

Política Marques Mendes

Luís Marques Mendes concorda em absoluto com a redução do défice de 0,9 para 0,7%, defendendo que não é uma redução “assim tão significativa”, sendo por isso uma opção do Governo que “faz sentido”.

“E acho que se pode resolver os problemas do São João e vários outros e mesmo assim continuar a reduzir o défice, são conciliáveis”, afirmou Marques Mendes no habitual espaço de comentário, sustentando que se trata de uma questão de “saber equilibrar prioridades”.

“Acho que o ministro das Finanças e o primeiro-ministro têm razão. Temos que reduzir o défice, continuamos a ter défice. E continuar a ter défice é continuar a ter dívida, e se a dívida já é altíssima, temos depois de ter impostos muito altos, logo, a economia ressente-se”, fundamentou, por um lado.

Por outro lado, prosseguiu o social-democrata, é “ num tempo de vacas gordas (de bom crescimento económico) que se deve aproveitar para reduzir o défice”.

O mal-estar na Geringonça, expresso sobretudo no Bloco de Esquerda, advém do facto de esta redução do défice não ter sido negociada com os parceiros. Mário Centeno “não negociou”, “impôs”, frisou o comentador, para quem o Programa de Estabilidade deste Governo “agrada na prática ao PSD e ao CDS”. “Este é o programa que, em circunstâncias normais, a Direita faria se estivesse no Governo e aquele que o PCP e o Bloco rejeitariam se estivessem na oposição”, analisou.

Marques Mendes sublinhou ainda que Centeno, “que fez de polícia mau durante toda a semana”, fez lembrar Vítor Gaspar, antigo ministro das Finanças de Passos Coelho, “quer na obsessão pelo défice, quer até no discurso”. E, sendo Vítor Gaspar “uma espécie de diabo para a Geringonça”, a situação gerou este mal-estar na Geringonça que, no entender de Marques Mendes, não terá grandes consequências.

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