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O amigo de Costa já se explicou. E foi isto que disse

Diogo Lacerda Machado explicou hoje o seu papel enquanto negociador "informal" sobre a privatização da TAP.

O amigo de Costa já se explicou. E foi isto que disse
Notícias ao Minuto

14:30 - 27/04/16 por João Oliveira 

Política Lacerda Machado

Depois de ter representado António Costa “informalmente” nas negociações relativas à privatização da TAP, o caso chegou a conhecimento público e as exigências por esclarecimentos não tardaram em surgir. Hoje, o “amigo” de António Costa foi ouvido no Parlamento sobre o trabalho desempenhado enquanto consultor exterior aos quadros do Executivo.

"Tive momentos muito difíceis na vida, mas nunca me foi tão difícil enfrentar uma circunstância da vida como esta", começou por dizer, adiantando que começou a negociar a reconfiguração da TAP com os privados "no dia a seguir à posse do atual Governo". A primeira intervenção, especificou, teve lugar a 17 de dezembro de 2015.

Desde então, Lacerda Machado esteve presente em “14 reuniões” mas “nunca sozinho”. "Aconteceram sempre na presença de membros do Governo", ascrescentou. Em sua defesa, alegou que foi "o espírito de serviço público" que o levou a aceitar "prontamente" o pedido de apoio de António Costa.

Aquilo que mais dúvidas suscitou foi o facto de ter representado o Governo, mesmo não fazendo parte dele, ou seja, trabalhando sem contrato, algo que acabou por surgir dias depois da polémica inicial. Esse pormenor, contudo, garantiu, não lhe fez muita diferença aquando do pedido de Costa: "Não preciso de um contrato escrito para ser mais honesto e sério naquilo que me disponibilizei a fazer", afirmou.

Também em jeito de defesa, Lacerda Machado assegurou aos deputados presentes que o novo acordo conseguido “defende os interesses do Estado”. "Os 50% é exatamente aquilo que assegura que nenhuma deliberação será tomada sem que tenha anuência do Estado. Foi isso que o doutor António Costa sempre disse. Era preciso salvaguardar a sério os interesses estratégicos", declarou, realçando que não estavam ressalvados se o Estado ficasse "numa posição contratual fraquita", prosseguiu.

Ao fim de longas horas de perguntas e respostas, ficou uma garantia: os advogados do consultor vão intervir no processo, a pedido do próprio, para que sejam apuradas eventuais incompatibilidades com o trabalho desenvolvido.

"Esperarei tranquilamente o parecer da Ordem dos Advogados e, se entender que há alguma incompatibilidade, tomarei decisões. Até lá, farei tudo que me for pedido", terminou.

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