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PAN aponta "falta de reconhecimento" da CML pelo Parque de Monsanto

Inês de Sousa Real frisou ainda "a falta de condições" da Câmara Municipal de Lisboa "para assumir este tipo de responsabilidades", referindo-se à autorização dada pelo vereador Ângelo Pereira para a realização de uma festa quando o país estava em estado de alerta de incêndios florestais.

PAN aponta "falta de reconhecimento" da CML pelo Parque de Monsanto

Após o vereador Ângelo Pereira ter autorizado “em tempo recorde” uma festa do DJ Kamala, na Tapada da Ajuda, quando o país estava em estado de alerta de incêndios florestais, uma notícia avançada pelo Expresso, vários foram os partidos políticos a questionar esta decisão.

A porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, deixou a sua opinião na rede social Twitter, onde se dirigiu ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas.

"Assim se vê a falta de reconhecimento do valor Parque Florestal de Monsanto e a falta de condições para assumir este tipo de responsabilidades no executivo da CML", escreveu a política, questionando: "Até quando é que Moedas vai continuar a permitir isto?".

Na sexta-feira, o Bloco de Esquerda enviou um requerimento a Carlos Moedas a exigir “esclarecimentos sobre as autorizações realizadas em tempo recorde ao ‘pedido de exceção’” de DJ Kamala para fazer a festa, considerando "muito grave a autorização dada pelo vereador Ângelo Pereira".

Também o PCP exigiu, na sexta-feira, esclarecimentos sobre este assunto. Os dois eleitos do partido comunista na Câmara de Lisboa, João Ferreira e Ana Jara, solicitaram através de requerimentos, uma resposta do presidente da CML sobre a autorização ao "pedido de exceção" do promotor da festa, inclusive se tinha conhecimento da decisão do vereador.

O PS não foi diferente. "Parece-nos grave o vereador Ângelo Pereira ter autorizado a realização de um evento, num quadro legal especial que o proibia, criando 'uma exceção à regra' ao estado de alerta que vigorava em todo o país, no âmbito do risco de incêndio florestal", lê-se numa nota dos vereadores do partido dirigida à autarquia.

A autorização foi pedida por João Fernandes, conhecido pelo nome artístico DJ Kamala, horas após o Governo publicar um diploma a prorrogar o estado de alerta que proibia o “acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais, previamente definidos nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios”. 

De acordo com o Expresso, o responsável pelas festas ‘Deejay Kamala 360’ enviou um e-mail com um “pedido de exceção” urgente, argumentando que o evento ocorreria “entre as 18h00 e as 22h00 (fora da hora habitual de calor)”, de forma privada, com cerca de 300 a 400 convidados e que o seu cancelamento traria “sérios contratempos e prejuízo”.

No dia seguinte, surgia a resposta do vereador: “Concordo com o proposto e autorizo.”

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