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IL quer testar "intenções de diálogo" do PS com partidos da oposição

Nas declarações proferidas após a reunião com o primeiro-ministro, Cotrim de Figueiredo prometeu um escrutínio "mais apertado" sobre o Executivo.

IL quer testar "intenções de diálogo" do PS com partidos da oposição

Num cenário político que se caracteriza pela maioria absoluta conquistada pelo Partido Socialista (PS) nas eleições legislativas de 30 de janeiro, a Iniciativa Liberal (IL) diz estar pronta para testar as "reais intenções de diálogo" que o PS pretende estabelecer com os partidos da oposição.

Após ter vencido as últimas eleições, António Costa disse estar disposto a discutir com todos os partidos, à exceção do Chega, as medidas a adotar durante esta legislatura que agora se inicia. 

Após a reunião que teve esta terça-feira com António Costa, no âmbito da preparação do próximo ciclo político, João Cotrim de Figueiredo afirmou levar "muito a sério" a "responsabilidade de escrutínio" do Executivo que se prepara para tomar posse.

Neste sentido, o líder do Iniciativa Liberal voltou a destacar que o "crescimento económico" deve ser a "principal prioridade" do país. Isto porque, num cenário dessa natureza, Portugal seria capaz de gerar mais "recursos" para os "serviços públicos" e tornar o país "mais atraente" para o investimento estrangeiro, garante.

"Fazer com que os salários dos portugueses subam, através de um desagravamento do IRS", está também entre as questões a que os liberais prometem estar atentos durante a legislatura, um ponto onde, como aponta o líder do partido, não há convergência com as ideias socialistas. O Iniciativa Liberal quer ter ainda em atenção a "legislação que enquadra o sistema de saúde", dizendo agora que "não há desacordo do Governo" a este nível. Isto apesar de António Costa não estar disponível para a "reforma estrutural" que tem vindo a ser proposta pelo partido liberal.

Um escrutínio "mais apertado" será, também, exercido sobre as "matérias que dizem respeito aos fundos europeus", referiu João Cotrim de Figueiredo. Por outro lado, o modo como o Parlamento se propõe a "reatar os debates parlamentares" encontra-se também entre as preocupações do IL, que quer contribuir para torná-los "mais propícios ao esclarecimento efetivo" daquilo que está em causa nas "decisões governamentais".

Nas declarações proferidas após a reunião com o primeiro-ministro, Cotrim de Figueiredo diz ainda ter falado com António Costa sobre a temática da Reunião do Infarmed, que vai já decorrer na quarta-feira. Na ótica do dirigente do IL, é necessário "planear o fim definitivo das restrições: não só da exigência de certificados, mas do tipo de isolamentos exigidos e da obrigatoriedade de testes" aplicada em algumas das atividades que têm sido "muito massacradas" pelas medidas aplicadas ao longo dos últimos meses.

O deputado liberal propõe ainda a "revisão da lei eleitoral" e do "sistema eleitoral", alertando ainda que o episódio que levou à anulação de mais de 80% dos votos do círculo da Europa nas últimas eleições "não é um bom indicador da saúde democrática do país".

Já no que toca às tensões existentes entre a Rússia e a Ucrânia, o líder do IL critica a postura dos Chefes de Estado portugueses durante os últimos dias. "Queríamos que Portugal tivesse sido mais vocal e claro no apoio ao povo ucraniano", refere Cotrim de Figueiredo, falando de um povo que tem visto, na sua ótica, "os seus direitos humanos espezinhados" no decorrer de todo este incidente.

Leia Também: IL? "PSD não aceita abastardar uma tradição clássica da vida parlamentar"

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