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Líder do CDS/Açores quer direita a formar Governo como sucedeu na região

O líder do CDS/Açores, Artur Lima, manifestou hoje "esperança" de que, perante a eventualidade de eleições legislativas antecipadas na República, se repita o que se passou nos Açores há um ano, com a direita a formar governo.

Líder do CDS/Açores quer direita a formar Governo como sucedeu na região
Notícias ao Minuto

20:34 - 27/10/21 por Lusa

Política OE/Crise

"Tenho esperança de que se repita no continente o que aconteceu na Região Autónoma dos Açores e que a Aliança Democrática volte também ao território de Portugal continental, como aconteceu nos Açores", declarou Artur Lima aos jornalistas, na ilha de São Jorge, onde está na qualidade de vice-presidente do Governo de coligação PSD-CDS-PPM, a acompanhar a visita oficial do executivo açoriano à ilha.

Nas eleições regionais de outubro de 2020, o PS perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados, pelo que PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação de direita assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega (que elegeu dois deputados) e o PSD um acordo de incidência parlamentar com a Iniciativa Liberal -- IL (um deputado).

Hoje, Artur Lima considerou não ser "surpresa nenhuma" a crise política nacional, decorrente do chumbo do Orçamento do Estado apresentado pelo PS, uma vez que "os partidos já equacionaram este cenário, com o CDS a admitir a hipótese de adiar o seu congresso", sendo que os órgãos nacionais "vão reunir o Conselho Nacional e decidir ou não pelo adiamento" das eleições do partido.

O parlamento 'chumbou' hoje, na generalidade, o Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) com os votos contra do PSD, BE, PCP, CDS-PP, PEV, Chega e IL, abrindo caminho a eleições legislativas antecipadas.

O PS foi o único partido a votar a favor da proposta orçamental, que mereceu as abstenções do PAN e das duas deputadas não-inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

Antes da votação, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já tinha avisado que perante um chumbo do OE2022 iria iniciar "logo, logo, logo a seguir o processo" de dissolução do parlamento e convocação de eleições legislativas antecipadas.

Horas depois, Marcelo reuniu-se com o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, no Palácio de Belém, em Lisboa.

As legislativas antecipadas têm de se realizar nos 60 dias seguintes à dissolução do parlamento e de ser marcadas nesse mesmo momento, de acordo com o artigo 113.º da Constituição da República Portuguesa.

Para dissolver a Assembleia da República, o Presidente tem de ouvir os partidos parlamentares, o que acontece no sábado, e o Conselho de Estado, que se reúne na quarta-feira.

Leia Também: Presidente do Governo dos Açores diz que chumbo é decisão soberana da AR

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