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Centeno no BdP? "Não vejo necessidade de haver um período de nojo"

Manuela Ferreira Leite não compreende a polémica sobre se o ministro das Finanças pode ou não assumir o cargo de governador de Banco de Portugal depois de deixar o Governo.

Centeno no BdP? "Não vejo necessidade de haver um período de nojo"

A ex-ministra das Finanças começou por comentar a hipotética ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal (BdP) afirmando que é "quase inimaginável" que o assunto seja tema de "grande expressão" numa altura em que "estamos a atravessar uma fase especial da nossa vida" que atinge também a parte política. 

No espaço de comentário na TVI, Manuela Ferreira Leite recordou que por várias vezes afirmou que Mário Centeno não iria manter-se neste Governo.

"Por um motivo muito simples: a política e a forma como ele geriu a política orçamental (...) e depois ter atingido o seu grande objetivo que era ter um défice positivo, superavit, pela primeira vez em tantos anos, (...) evidentemente que aquela política não podia continuar a ser seguida".

Para a social-democrata, era "evidente" que Centeno não podia continuar como ministro das Finanças, uma evidência que se acentuou com a pandemia da Covid-19. 

Quanto à possibilidade de o ainda governante seguir para o Banco de Portugal, Manuela Ferreira Leite afirmou que, embora tivesse sido crítica da política orçamental levada a cabo pelo ministro, não consegue perceber "a polémica" sobre "se pode ou não ir" para aquela instituição.

"Não consigo entender porque não discuto, nem ponho em causa, se Mário Centeno tem perfil técnico, político e internacional para poder exercer o cargo. E também não vejo necessidade em haver um período de nojo", defendeu. 

A social-democrata considerou que "não tem nada a ver" a função como membro do Governo e ser governador do Banco de Portugal. 

Interrogada sobre se existe algum tipo de conflito de interesses, uma vez que o ministro das Finanças, que tutela o setor, passaria a ser o supervisor da área que tutelava, Manuela Ferreira Leite respondeu discordar. 

"Tutela é uma maneira de dizer. A política monetária, que é aquela que poderia caracterizar a atuação de um banco central, está no Banco Central Europeu", justificou, acrescentando: “Estas preocupações poderiam ter algum sentido se nós não estivéssemos na moeda única".

Manuela Ferreira Leite considerou que o BdP já "não tem a relevância que tinha" quando, há uns anos, lhe competia e tinha a orientação da política monetária. "O papel do governador do BdP em nada pode influenciar beneficamente ou ser elemento de oposição a um Governo", reforçou.

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