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"Aquilo que se verificou há quatro anos não se volta a repetir"

André Silva considerou, em entrevista à RTP; que "há, de facto, por parte de diversos partidos, algum receio que o PAN possa crescer".

"Aquilo que se verificou há quatro anos não se volta a repetir"

André Silva foi, esta terça-feira, entrevistado na antena da RTP, onde referiu que a conjuntura que se "verificou há quatro anos não se volta a repetir" e que, em 2015, o PAN se comprometeu com os eleitores "em fazer avançar causas e propostas"

O porta-voz do PAN começou por ser questionado sobre o facto de Catarina Martins ter dito que este partido era o aliado mais confortável para António Costa. Tem razão? "Penso que não. O PAN está a fazer o trabalho que tem feito ao longo dos últimos quatro anos, a mostrar aos portugueses e às portuguesas ao que vem e é importante durante estes dias que faltam para o ato eleitoral fazer essa informação", assegurou.

André Silva referiu ainda que "o PAN aproveitou um contexto parlamentar muito especial em que o Governo se parlamentarizou" com a "abertura de vários partidos, nomeadamente do Partido Socialista, para ouvir." Foi neste contexto que, de acordo com o porta-voz, "ao longo de quatro anos, conseguimos ir fazendo aprovar várias medidas"

"O PAN comprometeu-se, acima de tudo, com os eleitores em 2015 em fazer avançar causas e propostas, independentemente de elas serem discutidas à Esquerda e à Direita", acrescentou. 

Questionado sobre se as palavras de Catarina Martins - ao afirmar que o PAN só se preocupa com algumas matérias e esquece a legislação laboral -  se inserem numa 'PANfobia', André Silva referiu que "o PAN é a grande novidade deste novo sistema politico-partidário" e que se apresentou como "uma lufada de ar fresco com novos temas a debate e uma forma diferente de fazer política". "Há, de facto, por parte de diversos partidos, algum receio que o PAN possa crescer. E o que o Bloco de Esquerda aqui está a fazer é tentar marcar diferenças numa área um pouco infeliz porque temos estado ao lado dos direitos dos trabalhadores", garantiu ainda. 

E um novo governo suportado pelo PAN é melhor que uma Geringonça para o país? André Silva é peremptório ao afirmar que "aquilo que se verificou há quatro anos não se volta a repetir", considerando que "naquilo que foram as maiores reivindicações de reposição de rendimentos que o governo anterior tinha retirado, parece-me, que o Partido Socialista não está disponível para acolher aquilo que são as principais reivindicações do Bloco de Esquerda e do PCP". 

E apontou ainda o que faltou fazer na legislatura que agora está a terminar: "Aquilo que não foi feito nos últimos anos, nem com o PCP nem com o Bloco de Esquerda - e para isso basta ver as posições conjuntas dos dois partidos com o PS - foi a alteração do sistema económico no sentido de uma economia mais circular, numa transição mais ecológica numa economia que se quer mais sustentável. Isto não foi feito". 

André Silva recusou traçar quais as suas 'linhas vermelhas' num eventual acordo com o PS. "Neste momento é precoce estar a adiantar uma medida em concreto porque não será uma medida em concreto que fará parte de uma linha vermelha, de uma condição", assegurou. 

Quanto às touradas, o PAN considera que "sabemos todos que não pode ficar tudo igual. Ou há vontade para convergir com o PAN ou então será sempre difícil, seja com que partido for, encontrar pontas de dialogo". 

O líder do PAN foi ainda questionado sobre a alteração da proposta de sessões de reconciliação entre as vítimas e os agressores, com André Silva a referir que "o PAN alterou a medida porque errou na sua redação". Recusou ainda ter sido a 'pressão mediática' a levar à alteração: "O PAN fez a alteração à proposta porque consegue humildemente reconhecer que a sua redação estava errada"

"O PAN, ao contrário dos outros partidos, não tem um programa de Governo. Tem propostas concretas que quer fazer avançar em cada área que se tiver força para o efeito tentará concretizar", afirmou, acrescentando que "há um subfinanciamento crónico do SNS" e que quer "fazer mais investimento público para termos um serviço de saúde público com uma melhor qualidade".

Quanto à possibilidade de assumir a pasta do Ambiente, André Silva referiu que "já disse que o PAN não fará parte de uma próxima solução governativa" e que, pior que o Ambiente, só a Agricultura: "Um dos grandes erros do primeiro-ministro foi ter designado Capoulas Santos. A diferença entre Capoulas Santos e um ministro da Agricultura do CDS é quase nenhuma".

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