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CDS insatisfeito com explicações sobre situação no Garcia de Orta

O CDS ficou hoje "muito preocupado" com as demissões no hospital de Almada e continua insatisfeito com as explicações dadas pela ministra da Saúde que deveria ter dado garantias de que não vai haver falhas no futuro.

CDS insatisfeito com explicações sobre situação no Garcia de Orta

"Mais do que explicações, o que a ministra devia dar, e não deu, são garantias de que não vai haver falhas, que vai haver médicos suficientes, que vai haver prestação de cuidados de saúde de qualidade. E é isso que nós queremos. Por isso mantemos a pergunta e que a ministra o diga, e por escrito", disse à Lusa o líder parlamentar do CDS, Nuno Magalhães.

A demissão de dez chefes de equipa de urgência do Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi noticiada pela Lusa na quinta-feira à noite, uma informação confirmada pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).

No comunicado, a SPIM informou que o "protesto dos internistas do Hospital Garcia de Orta se deve à decisão do conselho de administração de retirar a Cirurgia Geral da presença física no Serviço de Urgência".

O fim da manhã, o CDS enviou uma pergunta por escrito, através da Assembleia da República, ao Ministério da Saúde em que se afirmava "muito preocupado e apreensivo" com a situação no hospital Garcia de Orta, em Almada, distrito de Setúbal, e pedia esclarecimentos.

Pouco depois, no Porto, a ministra Marta Temido disse que "nunca esteve em causa" retirar a cirurgia geral da presença física no serviço de urgência do hospital, em Almada, acrescentando que essa ideia seria "um absurdo".

Depois de ouvir a governante, Nuno Magalhães, que é também cabeça de lista do CDS no círculo de Setúbal, afirmou que os centristas mantêm a pergunta e pedem a resposta por escrito.

Nuno Magalhães alegou que este "não é o primeiro nem o segundo nem o sétimo caso" de demissões de médicos ou diretores "nos últimos quatro anos" no país, incluindo em hospitais do distrito de Setúbal, no São Bernardo, na capital de distrito, no Garcia de Orta, em Almada, ou no de Barreiro-Montijo.

São demissões, afirmou ainda, em que os médicos "invocam falta de condições de trabalho e inclusivamente risco para os doentes na prestação de cuidados médicos".

Depois de ouvir Marta Temido, o deputado afirmou que o motivo da demissão não foi o invocado nas notícias, "importa saber qual foi" e criticou-a por "assegurar que tudo está bem quando, na verdade, quando quem está nos serviços, sabe que não está".

Toda esta situação "causa alarme social" e preocupação das pessoas que são utentes no hospital de Almada ou têm familiares internados, o que leva Magalhães a insistir nos pedidos de explicações da parte do Governo.

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