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"Lançar país no caos por reivindicação salarial de 2022 não é aceitável"

Porfírio Silva e Tiago Barbosa Ribeiro recorreram às redes sociais para refletir sobre o tema que tem marcado a atualidade política nacional e que é transversal a diversos setores: a greve dos motoristas.

"Lançar país no caos por reivindicação salarial de 2022 não é aceitável"
Notícias ao Minuto

11:15 - 09/08/19 por Filipa Matias Pereira 

Política Greve de motoristas

A hipótese da greve dos motoristas continua em cima da mesa e, a efetivar-se, terá início na próxima segunda-feira, dia 12 de agosto.

Perante a situação, Porfírio Silva recorreu às redes sociais e, na sua página oficial de Facebook, começou por dizer que não "alinha com aqueles que gritam ó da guarda sempre que há uma greve. É claro que as greves causam incómodos, mas isso faz parte do mecanismo", reconhece.

Defende o socialista que não se pretende "ilegalizar esta greve, nem qualquer greve. Respeitamos o direito à greve. Mas queremos que seja preservada a proporcionalidade entre fins e meios: querer lançar o país no caos por causa de uma reivindicação salarial para 2022, não é aceitável".

Acredita o deputado que "nenhum direito se exerce isoladamente de outros direitos, nenhum direito pode ser usado como gazua para destruir outros direitos, o direito à greve não pode ser usado para recusar à generalidade dos cidadãos o direito à segurança ou o direito à saúde, por exemplo".

"O que fez o Governo neste caso?", questiona Porfírio Silva para logo depois explicar: "Apesar de ser um conflito entre privados, o que o Governo procurou, antes de mais, foi tentar evitar a interrupção das negociações, estimular a continuação das negociações".

Acrescentou ainda o socialista que "precisamos de sindicalismo que seja sindicalismo reivindicativo e também sindicalismo de negociação, porque está demonstrado que os trabalhadores podem obter ganhos de causa pela via negocial. Neste caso dos motoristas, a FECTRANS continua a negociar e tem obtido vitórias. Nem tudo está resolvido, não nego que possa haver reivindicações justas dos camionistas ainda por resolver, mas as negociações já deram e continuam a dar resultados. Em janeiro do próximo ano, por exemplo, haverá aumentos até aos 18% nesta classe, isso está adquirido pela via negocial".

Ainda sobre o mesmo tema, Tiago Barbosa Ribeiro defendeu, por sua vez, que o "PS não pretende fazer qualquer alteração ao princípio de proporcionalidade que regula os serviços mínimos, rejeitando por isso uma ideia extemporânea e apressada que foi hoje veiculada pelo CDS".

Defende também o socialista na sua página oficial de Facebook que "temos de ter serenidade porque com as leis em vigor conseguimos fazer cumprir os serviços mínimos que estão estabelecidos, respeitando aqueles que querem legitimamente exercer o seu direito à greve, neste e noutros casos".

"Independentemente do direito legítimo e constitucional de todos os trabalhadores à greve", acredita Tiago Barbosa Ribeiro que "é muito difícil que qualquer português entenda que se faça uma greve desta natureza e com este impacto a meio de agosto – um impacto muito sério em diferentes setores do país – por causa de aumentos salariais para 2021 e 2022, quando já havia um acordo assinado em maio que definia os aumentos salariais para esses anos".

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