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"Santana vive obcecado com o PSD e com os seus militantes"

Miguel Pinto Luz acusa Pedro Santana Lopes de "uma investida truculenta e fofoqueira sobre José Eduardo Martins" .

"Santana vive obcecado com o PSD e com os seus militantes"

O vice-presidente da Câmara de Cascais teceu esta quinta-feira duras críticas a Pedro Santana Lopes, saindo em defesa de José Eduardo Martins, a quem o fundador do partido Aliança acusou de falar "como se fosse a última coca-cola do deserto", de "nunca ter ganhado nada" e de não se lhe conhecer uma única medida. 

Num extenso texto escrito na sua página de Facebook – intitulado “Ensaio sobre a vulgaridade e outros assuntos” - , Miguel Pinto Luz acusa Santana de estar a destruir, de forma “atabalhoada” o seu capital político ao criticar o partido a que pertenceu e os seus militantes.

Em causa está um conjunto de reflexões, a que o antigo Provedor da Santa Casa chama ‘mini-crónicas’, tendo a de esta quinta-feira sido um “ataque a um homem e esse Homem – assim mesmo com ‘H’ grande”, é José Eduardo Martins. 

Miguel Pinto Luz começa por constatar que é “notório que o dr. Santana saiu do PSD, mas o PPD não sai de Santana”. Isto é, “vive obcecado com o nosso partido e com os seus militantes”, acusa, sublinhando que de “tão ponderada que foi” a sua saída do partido, “a expetativa era de que o seu comportamento estivesse ao nível do seu percurso no PSD.

“Tristemente não tem sido esse o caminho. Isto apesar de o PSD, regra geral, manter para com o Dr. Santana Lopes um enorme respeito e um silêncio que considero muito sensato, até porque uma desavença familiar se resolve com prudência e paciência”, prossegue.

O social-democrata, que ficou fora das listas do PSD por Lisboa, critica ainda a postura do antigo Provedor da Santa Casa no que toca à política como fofoca, de que o próprio foi alvo durante parte da sua vida. 

“O Dr. Santana Lopes passou parte da sua vida pública a ser atacado por tabloides. Entendeu hoje ser ele mesmo o interprete dessa tradição tabloidesca com uma investida truculenta e fofoqueira sobre o José Eduardo Martins. Um texto vulgar, que desprestigia mais quem o assina do que quem nele vem (supostamente) retratado”, defende, justificando a atitude de Santana com o facto de José Eduardo Martins ter assumido estar arrependido de ter votado em Rui Rio para liderar o partido mas ter sublinhado que “não podia votar em Santana Lopes”.

“No julgamento do Dr. Santana Lopes, este é um crime imperdoável, que não deve passar impune sem um apedrejamento retórico na praça pública”, analisa Pinto Luz, antes de elogiar José Eduardo Martins em dez pontos, nomeadamente defendendo que este “é um dos quadros mais valiosos quer do PSD quer da sua geração”.

Ressalvando, quase a terminar, que Santana fez parte da História do PSD e faz parte da História de Portugal que é, por direito próprio uma referência para muitas pessoas”, Miguel Pinto Luz salienta que “o respeito e a tolerância que nos merece não podem e não serão confundidas com um passaporte para críticas vulgares, mesquinhas e totalmente desajustadas de uma pessoa com a sua história e com o seu percurso”.

“Eu também não andei na escola de comportamento do tempo de Cavaco Silva. Mas na minha escola, o PSD, quem não sabe aprende uma lição simples: não se diz, nunca, mal de um partido (militantes incluídos) de que se fez parte! Como disse um dia alguém, não me despeço … vou andar por aí!”, assim termina Pinto Luz, respondendo diretamente a Santana que terminava a sua crónica da seguinte forma:

"Nunca era dito pelo próprio, mas na escola de comportamento do tempo de Cavaco Silva, quem não sabia, aprendia que não se diz nunca mal de um Primeiro - Ministro de cujo Governo se fez parte. Pode - se discordar, mas nunca atacar. São regras. Mas há gente que nunca aprende"

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