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Demissão de May mostra que referendo "não apontava claramente para saída"

O cabeça de lista do PAN às eleições europeias, Francisco Guerreiro, afirmou hoje que a demissão da primeira-ministra britânica mostra que "será muito difícil" concretizar o 'Brexit' e que o referendo "não apontava claramente para uma saída".

Demissão de May mostra que referendo "não apontava claramente para saída"
Notícias ao Minuto

12:09 - 24/05/19 por Lusa

Política PAN

"O que se viu neste processo do 'Brexit' foi uma onda de populismo em torno de problemas falsos que depois levaram a uma escolha, que é justa, mas que não apontava claramente para uma saída", sublinhou Francisco Guerreiro, à margem da greve climática estudantil, que decorreu em Lisboa.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje que vai demitir-se da liderança do Partido Conservador, desencadeando uma eleição interna cujo vencedor vai assumir a chefia do governo.

O cabeça de lista do PAN às eleições para o Parlamento Europeu (PE), de domingo, considerou que declaração da chefe do Governo britânico mostra que "será muito difícil" concretizar o processo de saída de um país da União Europeia.

Para o primeiro candidato, a solução é outra: "Tem de haver um debate sobre propostas, concreto, com medidas exatas e sobre que futuro da Europa é que nós queremos", vincou, acrescentando que "o PAN te tem um futuro muito bem definido".

Por essa razão, Francisco Guerreiro assegurou que, caso o partido eleja eurodeputados, "vai entrar na família dos verdes europeus".

A primeira-ministra britânica mantém-se em funções até que o partido tenha eleito um novo líder, o que não deverá acontecer até ao final de julho, incluindo durante a visita de Estado do presidente dos EUA, Donald Trump, entre 03 e 05 de junho.

Enquanto primeira-ministra, não pode renunciar até que esteja em posição de dizer à rainha Isabel II quem esta deve nomear como sucessor.

A demissão da liderança deverá tornar-se efetiva a 10 de junho, iniciando os procedimentos, que passam, numa primeira fase, por uma série de votações dentro do grupo parlamentar que eliminam progressivamente os vários candidatos a apenas dois, que depois serão sujeitos ao voto de todos os militantes do partido.

May já tinha prometido em março que iria sair, mas na altura pediu para "acabar o trabalho", assumindo como missão implementar o resultado do referendo de 2016 que determinou o 'Brexit'.

Mas a pressão sobre Theresa May aumentou nos últimos dias, incluindo dentro do Governo e de deputados até agora fiéis, devido à perspetiva de o acordo de saída da União Europeia (UE) ser chumbado no parlamento por uma quarta vez.

Apresentada na terça-feira, a nova proposta de lei para o 'Brexit' estava prevista para ser votada a 07 de junho e incluía como novidade a possibilidade de voto sobre um novo referendo, o que desagradou a vários ministros.

As três anteriores propostas de 'Brexit' negociadas pela primeira-ministra britânica com Bruxelas foram rejeitadas por maiorias parlamentares, conduzindo a um impasse que obrigou Londres a prolongar o prazo de saída da União Europeia até 31 e outubro.

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