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"Quem governa Portugal é o Governo e não as instituições europeias"

O PS destacou hoje que quem conduz os destinos de Portugal é o Governo português, "e não as instituições europeias", depois de o Bloco de Esquerda ter instado o partido a "dizer ao que vem" quanto ao orçamento europeu.

"Quem governa Portugal é o Governo e não as instituições europeias"
Notícias ao Minuto

16:56 - 10/04/19 por Lusa

Política PS

momento de o Partido Socialista dizer efetivamente aquilo a que vem no que toca ao orçamento europeu", afirmou a deputada Isabel Pires, do BE, durante um período de declarações políticas que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa.

A deputada bloquista frisou que foi possível haver uma recuperação da economia, uma recuperação de rendimentos, de salários e de pensões" porque Portugal foi "ao arrepio daquilo que tem sido a política europeia", e foi "contra as medidas que têm sido seguidas no que toca ao tratado orçamental".

Na ótica de Isabel Pires, a proposta para o orçamento europeu tem "as prioridades trocadas, retira à coesão para dar ao militarismo".

"Aquilo que sabemos é que tem existido um acordo entre PS e PSD para aceitação, supostamente, destas prioridades trocadas que não beneficiam os povos, portanto é preciso perceber a que é que o PS vem e qual é a posição que o Partido Socialista vai tomar neste âmbito", salientou, acrescentando que o país terá de "tomar uma decisão sobre o próximo orçamento europeu".

Em resposta, a deputada socialista Margarida Marques assinalou que "quem governa em Portugal é o Governo português escolhido pelos portugueses, e não são as instituições europeias".

"A nossa resposta é muito clara, e penso que foi visível e é visível ao longo de toda a legislatura. A política do Governo foi a política que o Governo entendeu desenvolver, e conseguiu fazer passar as suas propostas na relação com as instituições europeias", notou a parlamentar.

Por seu turno, o deputado António Leitão Amaro (PSD) questionou o grupo parlamentar do PS se não iria pedir desculpa aos portugueses "por ter desaproveitado uma das melhores conjunturas económicas externas que o país atravessou nas últimas décadas, e estar a deixar o país, não apenas a abrandar, mas a ficar para trás".

Para o social-democrata, "os senhores ficaram a dormir" à "sombra das reformas feitas pelo Governo anterior, e "o país paga ficando para trás".

Em resposta, Margarida Marques retribuiu que "se alguém tem de pedir desculpa é, de facto, o PSD".

Ainda sobre este tema, Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP, destacou nunca ter tido "ilusões relativamente a pedidos de desculpa do Partido Socialista".

O centrista considerou que o discurso de Margarida Marques "é a demonstração de um fim de ciclo", justificando que um Governo, quando está nesta situação, dirige-se aos portugueses a dizer que "o país está a cair, mas caiu pouquinho".

O deputado do CDS-PP quis saber ainda o que foi feito pelo Governo para preparar o país para a saída do Reino Unido da União Europeia ('Brexit').

Sobre esta questão, a deputada Margarida Marques assinalou que o Governo fez o necessário para "proteger os cidadãos portugueses que vivem no Reino Unido" e "para apoiar" os britânicos que estão em Portugal, e negociou um "acordo de relação futura".

Portugal também "desenvolveu uma estratégia no sentido de mobilizar investimento britânico", sublinhou a socialista, dizendo que o país "mobilizou 26 projetos de investimento" que resultaram na criação de "1.400 postos de trabalho".

Pelo PCP, o deputado Paulo Sá apontou que entre "os fatores que condicionam o investimento económico está o investimento público".

Por isso, o comunista quis saber se o Governo "pretende mudar a sua política relativamente ao investimento público" e "pôr de lado a obsessão pela redução acelerada do défice orçamental e concentrar as energias e os recursos do país no aumento do investimento público, o qual, por sua vez, iria potenciar um crescimento económico mais adequado".

Em resposta, Margarida Marques advogou que "este Governo se tem pautado por boas contas públicas", e que "a redução do custo da dívida permitiu aumentar o investimento na educação e na saúde".

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