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Bloco atribui falta de mão-de-obra no calçado a "salários baixíssimos"

A coordenação distrital de Aveiro do BE atribuiu hoje aos "salários baixíssimos" da indústria do calçado a falta de mão-de-obra que vem preocupando a associação patronal do setor.

Bloco atribui falta de mão-de-obra no calçado a "salários baixíssimos"
Notícias ao Minuto

12:33 - 27/02/19 por Lusa

Política Setor

O partido aborda o tema em comunicado após uma reunião com o Sindicato Nacional dos Profissionais da Indústria e Comércio do Calçado, Malas e Afins, que há duas semanas responsabilizou as remunerações "de miséria" praticadas no setor pela carência de recursos humanos reconhecida pela Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele (APICCAPS).

"Depois da reunião com o Sindicato ficou evidente que os empresários do calçado, entre eles o presidente da APICCAPS, não têm práticas para captar e valorizar os profissionais da área. Os salários praticados no setor são baixíssimos e só aumentaram nos últimos anos porque foi aumentado o salário mínimo nacional", defende o BE.

O líder da distrital do BE, Moisés Ferreira, realça que, ainda em 2018, essa associação patronal propôs nas negociações do contrato coletivo de trabalho que os aumentos para as categorias laborais superiores se limitassem a "um e três euros acima do salário mínimo".

"Para o BE e para todos os cidadãos esclarecidos, uma proposta destas é, no mínimo, desproporcional e até ofensiva para os trabalhadores do setor", afirma o partido, que destaca que "os lucros das empresas dispararam nos últimos anos".

Citado no comunicado, Moisés Ferreira refere que "a associação patronal do setor vangloria-se de ser altamente competitiva no mercado internacional, mas depois esquece-se que só é competitiva porque tem os melhores trabalhadores a nível mundial com salários do terceiro mundo".

Contactada pela Lusa, a APICCAPS atribui o "endurecimento da posição dos sindicatos" às negociações em curso do novo contrato coletivo de trabalho para o setor.

Reconhecendo que esse "é um processo exigente e especialmente duro", o porta-voz da associação, Paulo Gonçalves, considerou que as acusações do BE e do sindicato constituem "um 'modus operandi' habitual nestas circunstâncias" e disse que seria preferível procurar "em conjunto" as melhores soluções para "defender o setor como um todo - de empresas e colaboradores".

Apesar das recentes declarações do presidente da APICCAPS assumindo que há falta de mão-de-obra na indústria, o porta-voz dessa entidade realçou que o setor tem conseguido aumentar a respetiva força laboral.

"Desde 2010, a fileira do calçado contratou mais de 10.179 novos profissionais - num crescimento de 27,5% do emprego - e somava um total de 47.164 colaboradores no final de 2017", sustentou.

Criticando ainda as "práticas de assédio moral" nas empresas do ramo, a "falta de formação profissional certificada como previsto na lei" e o "incumprimento da legislação de segurança e higiene no trabalho", o BE compromete-se a solicitar a fiscalização da Autoridade para as Condições do Trabalho quanto a essas matérias.

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