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PCP quer "separar as águas" entre privado e público na saúde

O PCP vai interpelar na quarta-feira o Governo sobre saúde e quer centrar o debate na "fragilização do Serviço Nacional de Saúde" e na "separação de águas" entre setor público e privado, bem como nos problemas dos profissionais da área.

PCP quer "separar as águas" entre privado e público na saúde

A interpelação ao Governo está marcada para quarta-feira às 15:00 na Assembleia da República e incide "Sobre política geral centrada na política de saúde e nas medidas necessárias para valorizar o SNS e garantir o direito das populações à prestação de cuidados de saúde acessíveis e de qualidade".

Questionado hoje, à margem de uma visita à SISAB 2019, salão internacional do setor alimentar e bebidas, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, adiantou que as principais críticas do partido se centram "nas consequências de uma política de direita que durante muitos anos fragilizaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

"Num quadro em que se admite que em breve se discuta uma nova Lei de Bases da Saúde, é necessário combater os estrangulamentos que existem em relação ao SNS", defendeu, considerando fundamental debater a questão do financiamento, bem como a resposta a dar aos profissionais de saúde.

"Separar as águas entre aquilo que é público e o que é privado" no setor da saúde é outra das prioridades do PCP enunciada por Jerónimo de Sousa.

"O setor privado tem de ter apenas papel supletivo e deve haver a responsabilidade do Estado para defender um SNS geral, universal e gratuito", apontou o líder comunista, acusando os privados de estarem interessados não na saúde mas na doença, "porque é aí que se encontram os seus lucros fabulosos".

Durante a visita ao SISAB, que começou cerca das 10:00, Jerónimo de Sousa invocou a hora matutina para recusar provar os vinhos e licores que lhe foram sendo oferecidos nas várias bancas, mas aceitou queijo da Serra da Estrela e um chocolate da zona de Coimbra.

O líder comunista foi cumprimentando e conversando com vários produtores locais e, no final, defendeu que iniciativas como o SISAB demonstram "as potencialidades que existem no plano nacional para substituir cada vez mais as importações".

"Acaba-se o mito do Portugal pobrezinho que não tem possibilidades", defendeu, considerando que o apoio a estas empresas -- muitas delas pequenas e vindas do interior -- deveria ser "uma aposta estratégica".

O SISAB 2019, salão internacional do setor alimentar e bebidas, que arrancou na segunda-feira e termina na quarta, deve trazer a Lisboa cerca de 1.600 compradores de 130 países, que se vão encontrar com 500 empresas produtoras, segundo a organização.

De acordo com a mesma fonte, estes compradores internacionais vão estar em Lisboa para se encontrarem com 500 empresas produtoras, que representam mais de 28 setores e compreendem 6.500 produtos e marcas portuguesas.

Considerado o maior evento especializado na exportação de produtos portugueses, o SISAB conta já com 23 edições.

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