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"Com Rui Rio, muitos destes deputados terão guia de marcha"

Joaquim Jorge considera que a tentativa de derrubar Rui Rio é um “erro enorme” e que o PSD - marcado pela “cegueira pelo poder” - “deixou de ser um partido relevante para os portugueses”.

"Com Rui Rio, muitos destes deputados terão guia de marcha"

O fundador do Clube dos Pensadores (CdP) considera que o “frenesim” e o “rebuliço” que vive, nesta altura, o PSD resulta não só de “alguma inabilidade de Rui Rio”, mas também da “possibilidade de muitos perderem o lugar de deputados nas próximas eleições legislativas” e, assim, “não terem uma profissão para onde ir”.

“Esta é a verdade nua e crua. Com Rui Rio muitos destes deputados terão guia de marcha”, defende o biólogo, num artigo enviado ao Notícias ao Minuto.

Na opinião de Joaquim Jorge, procurar destituir Rui Rio sem este ter ido a eleições é um “risco enorme” e pode, aliás, “funcionar ao contrário”.

“Rui Rio pode alegar que não teve condições para pôr em prática a sua estratégia e, se for a eleições, não teve melhor resultado devido à oposição sistemática”, antecipa.

Quanto a Luís Montenegro, Joaquim Jorge acredita que o “desafio” do ex-líder da bancada parlamentar laranja, que hoje vai anunciar a candidatura à liderança numa tentativa de “apear” Rio, pode funcionar como “ricochete”.

O biólogo classifica a atual situação no PSD como “a cegueira pela luta do poder e de lugares”. Tal, consta, “não lhes permite ver que, daqui a pouco, não há lugares para distribuir porque não chegarão a ser eleitos”.

Seguindo esta trajetória, o partido ‘laranja’ “arrisca-se a ter menos de 20%”. E quem é que agradece? “O homem que governa isto tudo – António Costa”, atira Joaquim Jorge, concluindo que o problema do PSD é que “deixou de ser relevante para os portugueses”.

Luís Montenegro, sublinhe-se, marcou para esta sexta-feira, no CCB, em Lisboa, uma declaração aos militantes e aos jornalistas. O ex-líder da bancada parlamentar 'laranja' irá anunciar a sua candidatura à liderança do partido. 

A informação foi transmitida na quinta-feira por fonte próxima do antigo deputado social-democrata, segundo a qual Luís Montenegro defenderá que se devem realizar "eleições já".

A antecipação do calendário eleitoral terá de passar por uma deliberação do Conselho Nacional, estando em curso um movimento de algumas distritais de recolha de assinaturas para a realização de uma reunião extraordinária deste órgão, com vista à apresentação de uma moção de censura à direção de Rui Rio.

O anúncio de Luís Montenegro acontece quando o presidente do PSD, Rui Rio, está prestes a completar um ano à frente do partido -- foi eleito em 13 de janeiro contra Pedro Santana Lopes com 54% dos votos -- e quando ainda falta outro para completar o seu mandato.

Também Miguel Morgado, antigo assessor político de Passos Coelho, afirmou na quinta-feira que, se forem convocadas eleições diretas no PSD, irá ponderar "muito a sério a possibilidade de ser candidato", uma decisão independente de uma candidatura de Luís Montenegro.

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