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PCP critica governo por não se fazer representar na posse de Maduro

O PCP criticou esta quinta-feira a decisão do governo português de não se fazer representar na tomada de posse do Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro.

PCP critica governo por não se fazer representar na posse de Maduro
Notícias ao Minuto

18:41 - 10/01/19 por Lusa

Política Venezuela

"Esta atitude de claudicação nacional perante a União Europeia, que se insere na escalada de desestabilização e agressão contra a Venezuela, é contrária à defesa dos interesses de Portugal, do povo português e da comunidade portuguesa na Venezuela", indicou o Partido Comunista Português em comunicado de imprensa.

O PCP considerou que Portugal deve "pautar as relações institucionais com a Venezuela pelo respeito da Constituição da República Portuguesa", dissociando-se "das ações de desestabilização e agressão" contra a Venezuela e o seu povo.

Os comunistas portugueses salientaram ainda que Nicolás Maduro foi legitimamente eleito Presidente da Venezuela para um novo mandato de seis anos, em conformidade com a vontade do povo venezuelano expressa nos resultados da eleição presidencial de 20 de maio de 2018 e segundo a ordem constitucional venezuelana.

O PCP fez-se representar na cerimónia de tomada de posse de Nicolás Maduro, por João Pimenta Lopes, deputado do PCP no Parlamento Europeu e Vice-presidente da delegação à Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EUROLAT).

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi esta quinta-feira empossado para um novo mandato de seis anos e no juramento disse que vai continuar a construir o socialismo do século XXI.

A cerimónia de posse decorreu na Sala Plenária do Supremo Tribunal da Venezuela (STJ) e não na Assembleia Nacional (parlamento, onde a oposição detém a maioria), porque Maduro não reconhece legitimidade a este órgão, que acusa de afrontar as sentenças do tribunal.

Nicolás Maduro, de 56 anos, e sucessor do falecido líder socialista Hugo Chávez (Presidente entre 1999 e 2013) recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente do STJ, Maikel Moreno.

Na cerimónia, entre outros, estiveram também presentes delegações da Turquia, El Salvador, Ossétia do Sul, Suriname, Irão, São Vicente e Granadinas, Granada, Dominica, São Cristóvão e Neves, Antígua & Barbuda, Rússia, Belize, África do Sul, Argélia, Bielorrússia, China, República do Congo, Moçambique, Irlanda, Líbano, Liga Árabe e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Nicolás Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de maio de 2018, com 6.248.864 votos (67,84%).

Um dia depois das eleições, a oposição venezuelana questionou os resultados, alegando irregularidades e o desrespeito pelos tratados de direitos humanos e a Constituição da Venezuela.

A crise político-económica e social levou, segundo dados das Nações Unidas, a que cerca de 3 milhões de venezuelanos tenham abandonado o país, desde 2015, para vários continentes, mas principalmente para países vizinhos.

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