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Catarina Martins enaltece "convergência" e garante:"Não nos arrependemos"

Coordenadora do Bloco de Esquerda culmina convenção com discurso onde lembra o trabalho feito pelo partido nos últimos três anos.

Catarina Martins enaltece "convergência" e garante:"Não nos arrependemos"
Notícias ao Minuto

13:29 - 11/11/18 por Andrea Pinto com Lusa 

Política Convenção

No discurso final da convenção do Bloco de Esquerda, que aconteceu este fim-de-semana em Olaias, Lisboa, a coordenadora do partido salientou que esta solução de Governo conseguiu fazer o que muitos achavam impossível e enaltece a convergência conseguida entre PS, Bloco, PCP e Partido Ecologista Os Verdes. "Não nos arrependemos de nada do que conseguimos", atirou.

Catarina Martins deu início ao seu discurso referindo-se aos últimos anos de trabalho, que na sua opinião, foram árduos. "Negociar com tantos ministros é tarefa para ganhar o céu", desabafou, mostrando-se orgulhosa no entanto dos resultados desse trabalho.

"A luta parlamentar foi exigente. foram dias longos e intensos, mas tenho novidades: os próximos tempos vão exigir muitos mais. O Bloco sabe, e há muitos anos que trabalhar pela vida lhe sai do corpo. É por isso que temos uma certeza: não nos distraímos, não ficamos à espera. O trabalho ativista do Bloco é o que ao final do dia faz a diferença", disse, salientando que o Bloco é um "partido aberto, de massas e que depende da energia" das pessoas.

"Tivemos até momentos difíceis nesta legislatura. Houve negociações prejudicadas por interesses económicos ilegítimos, houve desacordos sobre acordos, mas só houve um momento em que a legislatura esteve em risco: quando o Governo decidiu compensar os patrões pela subida do salário mínimo com uma redução da TSU, a contribuição da empresa para a segurança social", admitiu.

Segundo a coordenadora do BE reconduzida no cargo nesta convenção, o acordo assinado em 2015 "com o Bloco impedia taxativamente essa medida, que prejudica a segurança social e reduz as pensões futuras".

"E nós levamos muito a sério a nossa palavra. Queríamos e conseguimos o aumento do salário mínimo, mas não damos com uma mão para tirar com outra. É por isso mesmo que gostamos dos contratos assinados, e ainda bem que o Governo aceitou uma solução alternativa, manteve a TSU e aumentou o salário mínimo nacional", assegurou.

Para Catarina Martins "ser do Bloco não é ser de Esquerda por obrigação, mas por consciência" e é enquanto militantes do partido que percebem que é "do tempo que vêm os tempos".

A coordenadora do partido de Esquerda recordou ainda uma série de medidas que muitos achavam que não seriam possíveis de alcançar - descongelamento da pensões, aumento do salário mínimo, dar apoios a quem menos tem - e que obrigaram a Comissão Europeia a "recuar" nas medidas impostas a Portugal.

Não esquece contudo "quem tentou impor a austeridade ao país", numa clara alusão ao anterior governo de Direita.

"A aliança da Direita desfez-se e agora é o salve-se quem puder, Cavaco Silva anda pelo país a pedir desculpa por ter engolido o sapo de um Governo que abomina, Cristas explica como salvou os inquilinos ao parar os despejos e como salvou a floresta ao promover os eucaliptos, Passos Coelho espera o dia em que desapareça o nevoeiro e em que vai desembarcar empossado no Terreiro do Paço. Todos os chefes da Direita estão com saudades de si próprios do tempo em que usaram o poder ", atirou.

E, no fim, manifestou hoje a certeza de que o partido alcançará "a força para ser parte de um Governo quando o povo quiser", considerando que "tudo está em aberto".

"Não nos perguntem por isso se queremos fazer parte do próximo governo que ainda não foi eleito, porque temos a certeza de que alcançaremos a força para ser parte de um governo quando o povo quiser", sublinhou Catarina Martins já na reta final da sua intervenção no encerramento da XI Convenção Nacional.

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