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PSD, PS, CDS e PCP contra a proibição da caça à raposa

PSD, PS, CDS-PP e PCP mostraram-se hoje contra as iniciativas legislativas de uma petição pública, do BE, do PEV e do PAN, todas pela proibição da caça à raposa e ao saca-rabos.

PSD, PS, CDS e PCP contra a proibição da caça à raposa
Notícias ao Minuto

18:47 - 03/10/18 por Lusa

Política Parlamento

As raposas podem ser caçadas em Portugal entre outubro e janeiro, inclusivamente com recurso a paus e com matilhas de até 50 cães, uma prática que os três partidos e um conjunto de cerca de 20 mil cidadãos queriam abolir.

O social-democrata Nuno Serra acusou BE, PEV e PAN de terem como "agenda" o objetivo de "acabar com a caça", argumentando que, "quando se fazem iniciativas políticas da janela de um apartamento, mostra-se o desconhecimento da realidade do espaço rural".

"Os projetos de lei contemplam um conjunto de argumentos e justificações que revelam profundo desconhecimento da realidade do mundo rural. O que a legislação diz é caça com pau, não caça à paulada. Por um homem usar chapéu não dá uma chapelada", afirmou o socialista Pedro do Carmo, justificando que aquelas espécies não têm predadores, logo a sua população pode ficar sem controlo sem a caça, além de serem portadoras de algumas doenças graves.

A democrata-cristã Patrícia Fonseca classificou as propostas de BE e PEV como "demagógicas e dispensáveis", ao permitir a captura não letal para controlo das espécies sem apresentar solução posterior, e a postura do PAN como "política e intelectualmente desonesta", já que "esconde o objetivo verdadeiro que é a proibição total da caça a um conjunto de espécies (lebre, coelho e javali)".

"É falso que seja permitida a caça à paulada", acrescentou, descrevendo que existe um recurso ao "cajado para bater nas ervas do mato".

"Não iremos acompanhar nenhum destes projetos de lei", concluiu também o comunista João Dias, argumentando que "a caça faz parte do mundo rural, ajuda a fixar pessoas e combate o despovoamento", sendo a atividade cinegética complementar à atividade agrícola".

O deputado único do PAN tinha afirmado que "não há setores intocáveis", salientando a "sensibilidade da população portuguesa em relação aos animais" face ao "baronato da caça".

"Grande parte das pessoas não sabe sequer que é possível caçar raposas e quando sabe fica indignada. E quantas pessoas sabem que as raposas ou os coelhos podem ser mortos por espancamento à paulada ou por violência imposta por mordeduras de 50 cães de caça? É tempo de dizer basta à violência, à brutalidade e à desconsideração pelas outras espécies", disse.

O ecologista José Luís Ferreira quis "recusar a ideia de que tudo o que mexe pode ser caçado", pois "a verdadeira caça nunca por nunca pode significar atingir um animal pelo simples prazer de matar", acrescentando estarem em causa "duas espécies sem qualquer interesse gastronómico e que não representam qualquer perigo para a saúde e segurança".

A bloquista Maria Manuel Rola realçou a "oportunidade para alterar aquilo que politicamente já não é admissível" e a "contradição com a ideia de caça que, socialmente e legalmente, não pode ser uma atividade de abate de animais só pelo objetivo do abate".

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