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"Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro"

Trabalhadores da Raríssimas e da Casa dos Marcos apelaram diretamente a António Costa para que seja enviado uma direção provisória para a associação. "Não temos dinheiro durante muito mais tempo", alertou Manuela Duarte Neves.

"Corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro"
Notícias ao Minuto

11:02 - 14/12/17 por Notícias Ao Minuto 

País Raríssimas

Os trabalhadores da Raríssimas reuniram-se durante a manhã desta quinta-feira para discutir a situação da IPSS, que tem estado debaixo de fogo depois da reportagem da TVI que levantou suspeitas sobre práticas de gestão danosa na associação.

No final da reunião, a representante dos trabalhadores, Manuela Duarte Neves falou aos jornalistas e alertou para “situação muito grave” que se vive na Raríssimas e na Casa dos Marcos.

“Nesta circunstância, que é premente, vemo-nos a braços com uma situação de enorme, grave e sério risco, porque não temos uma direção que possa tomar as medidas necessárias para que os nossos atos do dia a dia sejam validados, sejam legitimados, e possamos continuar a funcionar”, declarou.

Para Manuela Duarte Neves, a ausência de uma direção na associação – Paula Brito e Costa, recorde-se, demitiu-se na passada terça-feira – está a paralisar o seu funcionamento, nomeadamente em termos financeiros, uma vez que, disse, a Raríssimas está sem dinheiro e corre mesmo o risco de fechar.

Nós corremos o risco de fechar porque não temos dinheiro, sequer, durante muito tempo para dar de comer aos nossos doentes. Não temos dinheiro durante muito mais tempo para dar medicamentos aos nossos doentes. Não tenho dinheiro, unicamente, porque não temos acesso a ele. Não podemos pagar uma fatura que não é nossa”, lamentou.

Neste sentido, Manuela Duarte Neves apelou diretamente ao primeiro-ministro, António Costa, para que seja enviada uma “comissão de gestão” e uma “direção provisória que possa fazer funcionar esta casa até que os meios legais e os meios estatuários possam funcionar”.

"Quem tem acesso a contas bancárias não nos quer dar"“É a si, senhor primeiro-ministro, que nós todos apelamos. A nossa casa está a funcionar, e bem. Não deixe que a nossa casa feche, não deixe que os nossos doentes fiquem parados, porque quem tem acesso a contas bancárias não nos quer dar. Nós, funcionários das Raríssimos, fazemos a Casa dos Marcos e todos os outros serviços funcionar todos os dias. Temos tudo, não nos falta nada, inclusivamente uma dose extra de muito boa vontade para prosseguir a nossa missão”, apelou.

Confrontada com a polémica em torno da ex-presidente Paula Brito e Costa, a representante dos trabalhadores recusou comentar, mas sublinhou que “à exceção do diretor Nuno Branco, ninguém mais nos procura ou sequer responde a qualquer questão”.

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