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Interrupção de velório: "Eu nunca tinha visto a não ser em filmes"

Os casos de legionella e a interrupção de um velório deixaram Manuela Ferreira Leite chocada com o mau funcionamento e as más condições de alguns serviços do Estado.

Interrupção de velório: "Eu nunca tinha visto a não ser em filmes"
Notícias ao Minuto

23:15 - 09/11/17 por Notícias Ao Minuto

País Ferreira Leite

O Governo e alguns serviços públicos foram abalados por vários casos esta semana. O surto de legionella, a interrupção de um velório e comida servida em más condições nos refeitórios de algumas escolas foram abordados no comentário semanal de Manuela Ferreira Leite na TVI 24.

Como seria de esperar, a interrupção do velório de uma das vítimas mortais do recente surto de legionella foi o que mais chocou a antiga ministra das Finanças. “Eu nunca tinha visto a não ser em filmes policiais”, disse.

Depois seguiram-se as críticas. “As nossas instituições não estão a responder aos serviços que lhe são atribuídos. Têm de desempenhar determinada função e depois não correspondem”, afirmou.

“Quando todas as coisas correm mal e quando se percebe que há descoordenação de serviços, se não se faz de propósito e acontecem coisas destas, é por uma de duas coisas: incompetência, o que deve levar as pessoas a ponderarem se quando são nomeadas para certo tipo de funções se isso se deve às suas competências, pelo seu mérito ou se são nomeadas por acasos que não se sabe quais são, que não conhecem os serviços; ou então falta de meios”, realçou Manuela Ferreira Leite.

A comentadora deixou críticas ao Governo por não assumir a responsabilidade em alguns destes casos. “Acham que governar é legislar. Dá a sensação que os ministros anunciam que vão alterar a legislação apenas para sossegar as pessoas”, salientou.

E depois destacou e definiu a importância da responsabilidade política: "Todo o governante que toma uma decisão que leva a que determinado serviço tenha essa obrigação mas que não a consegue cumprir porque ninguém lhe deu os meios, humanos ou financeiros, para a poder executar".

"É, eu tomar uma decisão, atribuí-la a determinada pessoa, que pura e simplesmente não tem meios para a executar, e como tal a culpa foi dele. Não foi minha, que não lhe atribui os meios. Isto é algo que acho que está a saltar à vista. Está muito generalizado", acrescentou Manuela Ferreira Leite.

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