Prepara-se vigília por Maria de Lurdes, presa por difamar Estado

Família e amigos juntam-se numa vigília no próximo sábado.

© Facebook/Liberdade Para a Maria de Lurdes
País Maria de Lurdes

Maria de Lurdes Rodrigues foi condenada a três anos de prisão com pena suspensa com a condição de se submeter a consultas de psiquiatria. Tal não aconteceu e a cidadã portuguesa foi procurada pelas autoridades para cumprir prisão efetiva. Agora, os amigos pedem justiça e fazem uma vigília. 

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Tudo começou quando ficou em segundo lugar num concurso do Ministério da Cultura e, depois de a pessoa que ficou em primeiro lugar desistir, acreditou que seria a felizarda. Mas a bolsa não lhe foi atribuída e arrastou o caso na Justiça e não se conformou.

Contudo, e depois de o processo ser arquivado, Maria de Lurdes apresentou várias queixas contra governantes, juízes, magistrados, polícias. Entre eles constavam Manuel Maria Carrilho, à data ministro da Cultura, Pinto Monteiro, procurador-geral da República, Almeida Rodrigues, diretor da Polícia Judiciária, e Maria José Morgado, diretora do DIAP.

Àqueles contra quem se insurgiu, Maria de Lurdes acusava de constituírem “gangues, organizações criminosas, sem leis, valores e princípios, que roubam e pilham e dão cobertura a pilhagens”.

A cidadã encontra-se agora detida no Estabelecimento Prisional de Tires e defesa e amigos acreditam que pena é inédita, não havendo memória de uma sentença tão gravosa para o mesmo tipo de crimes.

Assim, no próximo dia 3 de dezembro haverá uma vigília, entre as 15 horas e as 17h30, em frente à prisão e o PURP - Partido Unido dos Reformados dos Reformados e Pensionistas, “como partido de causas, vem apoiar a Vigília pela liberdade para Maria de Lurdes”.

O Notícias ao Minuto havia divulgado a história de Maria de Lurdes em Outubro.

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