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APA. Apesar das chuvas, há barragens a sul com níveis "inferiores a 20%"

José Pimenta Machado, vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), considerou, no entanto, que a situação está, este ano, "muito melhor" face ao ano passado.

APA. Apesar das chuvas, há barragens a sul com níveis "inferiores a 20%"
Notícias ao Minuto

10:30 - 27/03/23 por Ema Gil Pires

País Água

"Este ano estamos muito melhor do que no ano passado". A consideração foi feita por José Pimenta Machado, vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), quando, em entrevista à CNN Portugal, foi questionado acerca do atual nível das águas nas barragens portuguesas. Ainda assim, notou, existem algumas situações bastante preocupantes, apesar das fortes chuvas registadas nos últimos meses.

Segundo os dados da APA, referentes a esta segunda-feira, o "volume médio de água armazenado nas albufeiras é de 82%, o que é um bom número". Isto tendo em conta que, "no ano passado", por esta altura do ano, o valor fixava-se em "pouco mais de 50%" - ano em que, inclusive, se atingiram “valores mínimos históricos” em algumas albufeiras portuguesas.

Em causa está um facto que pode ser explicado tendo em conta que o "ano passado foi um ano extremamente seco. Do ponto de vista meteorológico, foi ano terceiro ano mais seco de sempre, e foi mesmo o ano mais seco desde 2000". 

Considerando ser "verdade que as chuvas de janeiro e fevereiro" deste ano "permitiram excelentes reparações" em algumas barragens que estavam, até então, com níveis de água bastante preocupantes, Pimenta Machado revelou que "ainda existem problemas" em algumas zonas no país.

"Especialmente no Algarve e no Sudoeste Alentejano", constatou. Nesses locais, existem três barragens - a Barragem da Bravura, no Barlavento Algarvio, e as barragens de Campilhas e Monte da Rocha, ambas na bacia hidrográfica do Sado - com valores de água armazenada "inferior a 20%".

O vice-presidente da APA avisou, ainda, que só nos "últimos 10 anos" registou-se uma "redução na precipitação na ordem dos 20 a 25%". Lembrando, assim, que nos espera um "futuro com menos água", Pimenta Machado apontou que o país tem de trabalhar na antecipação, ou seja, "preparar o território e os sistemas para essa nova realidade".

Entre as melhorias que considera que precisam de ser feitas nesse sentido, o especialista defendeu que temos de ser capazes de "usar melhor a água que nós temos". E elaborou: "Não é aceitável termos sistemas com perdas físicas de água superiores a 50%. É preciso, sobretudo, melhorar a eficiência dos sistemas".

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