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Ministro da Saúde ucraniano agradece apoio português em vídeo

Na mensagem publicada pelo deputado Ricardo Baptista Leite, Liashko vincou a cooperação de Portugal na integração europeia.

Ministro da Saúde ucraniano agradece apoio português em vídeo

O ministro da Saúde da Ucrânia, Viktor Liashko, agradeceu na segunda-feira o apoio enviado por Portugal ao sistema de saúde do seu país, numa mensagem de vídeo publicado pelo deputado do PSD Ricardo Baptista Leite.

Baptista Leite é, além de deputado, médico com especialização em saúde pública, é uma das vozes mais proeminentes do PSD para o tema da saúde, tendo ganho destaque durante a pandemia da Covid-19. Recentemente, o parlamentar esteve como voluntariado nos hospitais de Lviv, na Ucrânia, durante duas semanas, tendo sido acolhido por Liashko.

Foi, assim, através da sua conta que o ministro ucraniano vincou que "neste momento difícil de guerra, quando o estado terrorista [Rússia] destrói barbaramente cidades inteiras e, com elas, hospitais, escolas e edifícios residenciais, é uma honra para mim dirigir-me a vocês, aqueles que apoiam a Ucrânia e os ucranianos em todo o mundo".

Numa mensagem de cerca de dois minutos, Viktor Liashko agradeceu afincadamente "ao povo de Portugal, país que já se tornou uma segunda pátria para tantos ucranianos", especificando nos agradecimentos o Parlamento e o Governo portugueses "pelo apoio à Ucrânia e aos nossos trabalhadores médicos, que hoje se colocam em defesa da vida, tal como os nossos soldados defendem a democracia mundial e a vida democrática na Europa".

Liashko também abordou a cooperação na União Europeia, na qual Portugal tem sido uma voz a favor da integração da Ucrânia e da aprovação do estatuto de país candidato - um estatuto que foi aprovado pela União Europeia no final de junho.

O ministro da Saúde admitiu que o estatuto impõe "novas exigências mas, ao mesmo tempo, cria novas oportunidades para reconstruir e fortalecer o sistema de saúde na Ucrânia, para que os nossos padrões de tratamento e assistência aos docentes cumpram as melhores práticas europeias". Mas, mostrando-se confiante na futura adesão da Ucrânia como membro de pleno direito, o governante apontou para a "orientação que Portugal está pronto a prestar".

Nesse sentido, Liashko reiterou a importância do apoio europeu e português no reforço do serviço de saúde ucraniano, gravemente danificado pela guerra com a Rússia. "Agradecimentos especiais pelas iniciativas de construção e fornecimento de equipamentos a hospitais ucranianos, incluindo a nova maternidade do Hospital Clínico Regional de Lviv, que conta com o apoio da Associação dos Ucranianos em Portugal", disse.

A guerra na Ucrânia já fez mais de 5.500 mortos entre a população civil, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a organização adverte que o real número de mortos poderá ser muito superior, dadas as dificuldades em contabilizar os mortos em regiões sitiadas ou ocupadas pelos russos, como em Mariupol, onde se estima que tenham morrido milhares de pessoas.

Leia Também: "Os médicos ucranianos estão exaustos, mas ninguém se queixa"

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