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Berardo "resolveu gozar com os bancos que lhe emprestaram dinheiro"

Esta semana foi tornado público que Berardo avançou contra bancos e pede 900 milhões de indemnização.

Berardo "resolveu gozar com os bancos que lhe emprestaram dinheiro"

Marques Mendes considera que Joe Berardo continua a “gozar com o pagode”. No seu habitual espaço de comentário na SIC, diz que o empresário  foi - há três anos - à Assembleia da República “gozar” com os deputados e com os portugueses, “numa intervenção inacreditável” e que, esta semana, “resolveu gozar com os bancos que no passado lhe emprestaram dinheiro”.

"Só falta mesmo pedir que lhe concedam uma nova condecoração pelos serviços prestados à pátria!”, diz, em tom exaltado. 

Recorde-se que esta semana foi tornado público que Berardo avançou contra bancos e pede 900 milhões de indemnização.

A queixa recai sobre BCP, CGD, BES e NB, que acusa de terem lesado a Fundação e a Metalgest ao não terem dado informação sobre o risco real das instituições quando comprou ações com recurso a crédito.

Marques Mendes frisa que isto é o “o cúmulo do descaramento”, mas que tal só acontece porque bancos se colocaram a jeito e tiveram um comportamento de total promiscuidade com Berardo.

Rendeiro foi vítima e culpado

Marques Mendes lamentou ainda a morte de João Rendeiro. "Uma morte lamenta-se sempre, mesmo de uma pessoa foragida e com problemas com a justiça", disse, frisando a forma trágica como esta ocorreu

O comentador disse que foi Rendeiro quem se colocou nesta situação, sendo ao mesmo tempo a vítima e o culpado, tendo sempre exibido muita "arrogância".

Marques Mendes lembra que Rendeiro foi "um homem todo poderoso durante anos", considerado "presidente do banco dos ricos e acaba como um vilão, "abandonado por toda a gente", até pela advogada.  

Passando depois para a questão dos metadados, outro dos temas da semana,  refere que esta tem dois problemas. "Para o futuro, porque agora deixou de haver lei, segundo, os casos passados", diz.  Relativamente ao futuro e ao projeto do PSD - elaborado por Paulo Mora Pinto - diz que este é "muito bem feito" e um boa "base de trabalho". 

"Mota Pinto não é um deputado qualquer, é um grande jurista e com uma grande experiência nesta matéria- esteve muitos anos no Tribunal Constitucional".

Já para os casos anteriores, acha que dificilmente há solução, com ou sem revisão da constituição. "O problema foi o Governo, da Assembleia da República e da ministra da Justiça Van Dunem, em particular, que em 2019 foi alertada pela provedora da justiça que devia mexer na lei e não o fez. Nem em 2019, nem 2020, nem 2021. E esta é uma situação grave", reitera. 

Marques Mendes referiu ainda que a economia portuguesa está a comportar-se bem, - tendo em conta o panorama- com o turismo e o imobiliário em alta. “As notícias são boas”, garante, dizendo que Portugal beneficia por ser um país longínquo da guerra, como um "país seguro e com bom clima". 

As receitas fiscais nos quatro primeiros meses do ano “dispararam, dispararam, dispararam”, mas não esqueceu a inflação. 

Na SIC, o comentador defendeu a atualização das pensões. “No caso especial dos pensionistas justificava-se que o Governo fizesse, a título excecional, uma atualização das pensões face à inflação”.

Para Marques Mendes, é uma questão de justiça:" Os pensionistas são os mais vulneráveis dos vulneráveis, são aqueles que têm menos poder de compra. Há milhares de pensões que não chegam sequer ao valor do salário mínimo nacional”, diz, frisando que “os pensionistas com pensões baixas não geram surtos inflacionistas". 

"O Governo tem ‘folga’ resultante da redução em 2022 das despesas com a pandemia”.

Quanto à sexta vaga da pandemia, que se desenha, o comentador disse ser motivo de atenção, mas não de preocupação.

“É preciso calma e não exagerar nas proclamações de novas vagas; depois, é preciso continuar a ter cuidado, porque o vírus continua por aí; terceiro, é preciso não entrar em precipitações, como no anúncio do fim da comparticipação do Estado nos testes; finalmente, é preciso continuar a apostar na vacinação, para proteger os mais velhos. O vírus continua por aí, temos que conviver com ele. ”

Leia Também: Marques Mendes diz que 6.º pacote de sanções terá "pouca eficácia"

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