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Bolieiro quer passar açorianidade a novas gerações nos EUA

O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defende que o "grande desafio" atual da diáspora açoriana, a ser também ser seguido pelo executivo, é "passar o legado de açorianidade" às novas gerações de emigrantes.

Bolieiro quer passar açorianidade a novas gerações nos EUA
Notícias ao Minuto

14:16 - 06/12/21 por Lusa

País Açores

"Como é que vamos construir uma estratégia para aprofundarmos estes laços e passar às novas gerações este legado? Não tenho uma varinha mágica nem uma solução pronta. Mas tenho toda a disponibilidade para construir esta estratégia com todos", declarou José Manuel Bolieiro, citado pelo gabinete de imprensa do executivo açoriano.

O líder do Governo Regional falava em Fall River, nos Estados Unidos da América, área de acolhimento de muitos açorianos, no domingo, na cerimónia que assinalou os 30 anos da Casa dos Açores da Nova Inglaterra.

Estima-se que existam radicados nos Estados Unidos 1,5 milhões de açorianos e os seus descendentes.

Para Bolieiro, garantir que os mais jovens emigrantes e descendentes de açorianos "não percam a raiz e não se desinteressem" pela história das ilhas "é um desafio muito complexo e difícil, mas que está ao alcance".

O social-democrata, que se fez acompanhar pelo vice-presidente do Governo dos Açores, Artur Lima, declarou ter "gosto pessoal" na presença em Fall River, mas também um sentimento de "dever" de, como presidente do governo, valorizar todos os que, "através do movimento migratório, souberam conjugar o aparentemente contraditório", ou seja, "amar as raízes e ter asas para voar à procura da felicidade para si e para as suas famílias".

"Saíram da ilha, mas a ilha não saiu da alma de cada um. O governo está convosco. Estamos com cada um de vós", frisou.

O líder do executivo açoriano destacou a Casa dos Açores da Nova Inglaterra como uma "verdadeira embaixada da açorianidade", deixando uma saudação ao passado da instituição, mas garantindo compromissos com o presente e o futuro.

Além da presença na Casa dos Açores da Nova Inglaterra, a visita de José Manuel Bolieiro e Artur Lima contemplou contactos com "representantes da comunidade, da diáspora e de políticos eleitos", com atenção à inclusão.

"É bom ter na capacidade governativa esta capacidade mais elevada de incluir, respeitar a diferença, envolver todos num projeto comum. Esta é uma responsabilidade que qualquer representante político tem de ter. Nenhum projeto sairá vencedor se for um projeto de um homem só", disse.

Bolieiro pediu aos açorianos na América para manterem "esta força, esta vontade de reunir e gostar uns dos outros".

"Gostar uns dos outros é gostar de nós próprios, elevar a nossa condição. A pessoa humana não é um ser isolado, é um ser convivente, que gosta do calor entre a família e os amigos", considerou.

A Casa dos Açores da Nova Inglaterra (CANI) foi oficialmente fundada como "Casa dos Açores do Estado de Rhode Island", no estado de East Providence, em 08 de junho de 1982, e teve como primeiro presidente o senador John Correia.

Foi criada com o objetivo de prestar serviços à comunidade onde se encontra inserida nas mais variadas vertentes - oportunidades educacionais, culturais e sociais, bem como o intercâmbio cultural e logístico entre a comunidade açoriana emigrante no sudoeste da Nova Inglaterra e os Açores.

Após um interregno de cerca de oito anos, em 16 de outubro de 1991, Leonardo Oliveira e um grupo de amigos seus conterrâneos reabriram a instituição, já sob a denominação de Casa dos Açores da Nova Inglaterra, sendo o seu primeiro presidente Paulo Bettencourt (1991). Seguiram-se José Soares (1993), Mariano Alves (2004) e João Luís Morgado Pacheco (1995 e 2006).

Em 2010, Mário Ventura assumiu a presidência até 2012, altura em que Nélia Alves-Guimarães foi eleita a primeira mulher presidente desta instituição. Em 2018, Francisco Viveiros assumiu a presidência, que ainda exerce atualmente.

Esta foi a primeira deslocação de José Manuel Bolieiro aos Estados Unidos como presidente.

Leia Também: Bolieiro destaca natureza como "galinha dos ovos de ouro" dos Açores

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