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"Somos gado para ele". Juiz negacionista volta a atacar Ferro (e não só)

Juiz Rui Fonseca e Castro discorda de que "as pessoas que abordaram noutro dia o senhor Ferro Rodrigues incorrem em crimes contra a realização do Estado de Direito ou contra a paz pública". "Nada mais tolo", considera.

"Somos gado para ele". Juiz negacionista volta a atacar Ferro (e não só)

Num vídeo intitulado 'A intimidação às pessoas que Abordaram Ferro Rodrigues', o juiz negacionista Rui Fonseca e Castro voltou a atacar o Presidente da Assembleia da República, no Facebook, falando numa "elite pedófila e agora assassina" que, no seu entender, existe em Portugal.

Começando por se referir à situação em que manifestantes negacionistas insultaram, no passado sábado, a segunda figura do Estado, o magistrado referiu: "Veio uma notícia de jornal - num desses pasquins subsidiados pelo Estado -, a dizer que as pessoas que abordaram noutro dia o senhor Ferro Rodrigues incorrem em crimes contra a realização do Estado de Direito ou contra a paz pública. Nada mais tolo".
Para Fonseca e Castro, os pressupostos dos referidos crimes não estão contemplados nos atos do passado fim de semana, acrescentando esperar "que o Ministério Público não se preste a esse papelão". 

Depois, o juiz negacionista 'atacou' Ferro Rodrigues. "Estamos a falar de uma pessoa que trata o Ministério Público como seu serviçal. Aliás, este senhor trata o país inteiro como seu serviçal. Nós somos gado, para ele", considerou.

Aliás, vincou ainda, "este senhor, quando deu jeito, quando esteve implicado num processo por pedofilia, usou expressões tais como: 'São uns m*****, para se referir aos magistrados do Ministério Público que tinham a investigação a cargo'". 

Na continuação do vídeo, o juiz falou na tal "elite pedófila e agora assassina", "um grupo pequeno", que está "imune à ação da Justiça". "As pessoas que se preocupam com estas figuras tais como Ferro Rodrigues, a Catherine Deneuve, o Paulo Pedroso, será que se preocupam também com as crianças cujas vidas estas pessoas destruíram?", questionou.

Mas as acusações não se ficaram por aqui. "É que existe neste país, nesta sociedade, uma convivência tão serena, tão pacífica com a pedofilia... Ela é admitida na Assembleia da República. Somos nós que permitimos que isso aconteça", descreveu. "Quem convive bem com isso, quem se preocupa mais com a imagem destas pessoas do com as vidas das crianças que eles destruíram é porque, provavelmente, também é pedófilo", asseverou no final das imagens.

Importa recordar que o magistrado se encontra suspenso de funções enquanto aguarda a decisão do Conselho Superior da Magistratura no processo disciplinar interposto por acusações de incitamento ao incumprimento das regras sanitárias e devido às declarações públicas que fez, que contrariam a existência da pandemia. 

Leia Também: "Dois homicídios nas costas". Juiz chama "verme" a Eduardo Cabrita

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