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Vacinação de crianças e jovens? "Não estamos a fazer experimentação"

Mário Morais de Almeida, imunoalergologista, defendeu, na SIC Notícias, a vacinação das faixas etárias mais baixas contra a Covid-19: "No caso de as termos [doses suficientes], deverá ser esta vacina feita".

Vacinação de crianças e jovens? "Não estamos a fazer experimentação"

"As vacinas são seguras. Efeitos secundários podem ocorrer como em qualquer outra vacina, mas, de facto, é o que se chama em termos médicos de uma pequena incidência". Esta posição foi transmitida por Mário Morais de Almeida, imunoalergologista, apontando ainda, em declarações à SIC Notícias, que, "neste momento, a tendência, o sentimento a nível global, é que as crianças entre os 12 e os 17 anos devem ser vacinadas"

E o especialista concorda com esta linha de pensamento: "Claro que depois temos de ver questões como a disponibilidade das vacinas, se temos ou não vacinas suficientes, mas, no caso de as termos, deverá ser esta vacina feita". 

Mário Morais de Almeida pensa que, havendo doses disponíveis, esta faixa etária não deve ficar para trás, até porque, alegou, "não estamos a fazer experimentação, já temos dados de muitos milhões de crianças". "Sabemos o que estamos a fazer, portanto aqui podemos estar com confiança que o benefício ultrapassa claramente qualquer risco relacionado com esta vacina", acrescentou o médico. 

O especialista chamou a atenção, contudo, que se a vacinação das crianças passar por uma "prescrição médica" isto vai criar "um bocadinho mais de burocracia"

"Porque uma coisa é selecionar alguns grupos de risco onde essa prescrição pode ser feita rapidamente. Agora obrigar a que todas estas crianças, os pais, tenham de contactar um profissional de saúde para que seja feita a prescrição acho que é, outra vez, burocratizar o sistema", considerou.

De recordar que a Direção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu este domingo que a vacinação de crianças com idades entre 12 e 15 anos sem doenças tem de ter prescrição médica, não bastando a vontade dos pais. Num esclarecimento enviado à agência Lusa, a DGS indicou que, de acordo com o parecer emitido na sexta-feira, depois de ouvida a comissão técnica de vacinação contra a Covid-19, "deve ser dada a possibilidade de acesso à vacinação a qualquer adolescente com 12-15 anos por indicação médica".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou, depois, ser "fundamental" a iniciativa dos pais para a vacinação de menores entre os 12 e os 15 anos, mas realçou que o processo deve contar com intervenção médica.

"É fundamental que haja da parte dos pais uma iniciativa e depois o acolhimento pelas autoridades de saúde, naturalmente através da intervenção do médico", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

Leia Também: AO MINUTO: Vacinação dos 12 aos 15? DGS esclarece; 3.ª dose na Alemanha

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