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Absolvição de Bruno de Carvalho é "uma derrota do Ministério Público"

Marques Mendes considerou, contudo, que para o ex-presidente do Sporting, a absolvição foi uma "meia vitória".

Absolvição de Bruno de Carvalho é "uma derrota do Ministério Público"

No seu espaço de comentário na SIC, Marques Mendes não quis deixar passar em branco a absolvição de Bruno de Carvalho, ex-presidente do Sporting, da autoria moral da invasão à Academia do clube, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, no processo que decorreu no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Para o comentador, a decisão judicial é, acima de tudo, "uma derrota do Ministério Público".

"Era evidente desde o início que não havia sustentação para incriminar o ex-presidente do Sporting. Mesmo assim, o Ministério Público insistiu e perdeu", sustentou.

Mais, para Marques Mendes a absolvição do antigo dirigente dos leões vem pesar na lista de atuações sem sucesso por parte do organismo público. "Nos últimos anos já são três derrotas pesadas do Ministério Público em casos mediáticos, nomeadamente, no caso Vistos Gold, no caso do Benfica/Paulo Gonçalves e, agora, no caso de Alcochete", apontou.

Para o ex-dirigente do PSD, o Ministério Público devia "perceber que tem de ser mais cuidadoso" pois "não chega fazer as acusações e divulgá-las bem". "É preciso apresentar provas", lembrou.

Ainda assim, o comentador deixou um elogio à justiça: "A invasão de Alcochete ocorreu em maio de 2018. Dois anos depois, o caso está julgado. Um bom exemplo de celeridade".

Sobre o valor da decisão judicial para Bruno de Carvalho, Marques Mendes considerou que o resultado também não foi o melhor, tratando-se de uma "meia vitória".

"Ele não é culpado da prática de qualquer crime, mas continua a ser responsável por comportamentos, exemplos e discursos absolutamente inaceitáveis. Ninguém se esquece do seu péssimo comportamento desportivo", considerou.

Bruno de Carvalho foi hoje absolvido, no passado dia 28 de maio, da autoria moral da invasão à Academia do clube, em Alcochete. Na leitura do acórdão, que decorreu no tribunal de Monsanto, em Lisboa, o coletivo de juízes, presidido por Sílvia Pires, considerou que não foram provados factos contra o ex-presidente do Sporting, que liderou os leões entre 2013 e 2018.

Igual conclusão tiveram sobre o líder da claque Juventude Leonina, Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, e sobre o ex-oficial de Ligação aos Adeptos (OLA) do clube Bruno Jacinto, que, tal como o antigo presidente, estavam acusados da autoria moral da invasão. Já nove dos arguidos do processo foram condenados a prisão efetiva e 28 a penas suspensas, por crimes de ameaça agravada e ofensa à integridade física.

O processo do ataque à Academia tinha 44 arguidos, acusados de coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

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