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Costa e Silva "vai trabalhar com ministros, não negociar com partidos"

Marques Mendes esclarece, que segundo informação que recolheu, o presidente da Partex irá "assessorar o primeiro-ministro e o Governo nas negociações do Plano de Recuperação Económica do país".

Costa e Silva "vai trabalhar com ministros, não negociar com partidos"

Mendes revelou, este domingo, que apurou junto do Governo que o primeiro-ministro irá, "nos próximos dias", proceder por despacho à "nomeação formal" do presidente da petrolífera Partex, António Costa e Silva, "como seu conselheiro especial". 

"[Costa e Silva] vai trabalhar com os ministros (...) e não coordená-los ou dirigi-los e não vai negociar com os partidos, mas sim assessorar o primeiro-ministro e o Governo nas negociações do Plano de Recuperação Económica do país", afirmou o comentador no seu espaço semanal de análise na SIC, elogiando a decisão nestes moldes. 

Contudo, o ex-dirigente do PSD alertou que, caso o gestor tenha carta branca para coordenar ministros e negociar com partidos, como tem sido especulado "nas últimas 24 horas", a decisão já se apresenta como nociva, de um ponto de vista político. "Podia ser visto como um atestado de menoridade aos ministros e uma desconsideração pelos partidos porque estes dialogam com o Governo e não com conselheiros" do Executivo", denotou. 

Mas, considerando que esta última hipótese não seja o cenário mais provável, Marques Mendes defendeu que, ao que tudo indica, a ideia de António Costa é que Costa e Silva se assuma como "uma espécie de promotor do plano" de recuperação em causa.

"A ideia de um líder de missão é boa. A pessoa é competente e experiente. O facto de ser independente é um sinal positivo, pois passa a mensagem de que o Governo quer nesta matéria estratégica para o país um consenso alargado com partidos e parceiros sociais. E isso faz sentido. O programa de recuperação deve ser um programa eminentemente nacional", argumentou.

Ainda sobre o possível papel de Costa e Silva, o social-democrata explicou que o gestor será "o pivô da elaboração do plano a apresentar a Bruxelas". Reforçando a importância dessa "tarefa", Marques Mendes lembrou "que a aprovação do Fundo de Recuperação da União Europeia deve ocorrer no início de julho e as primeiras verbas já deverão ser disponibilizadas em setembro". 

Troca de cadeiras no Governo

Sobre a troca de cadeiras no Governo, o comentador admitiu ainda que acredita que Mário Centeno irá abandonar o Governo em junho, como tem sido conjecturado, mas rejeitou a possibilidade de Siza Vieira ficar com a pasta das Finanças e Costa e Silva com a da Economia. "Não creio nessa solução. Centeno sairá, sim, mas o seu sucessor será uma pessoa mais discreta e previsível", disse.

Depois de ter sido avançado, este sábado, pelo Expresso o possível envolvimento do presidente da Partex no Plano de Recuperação Económica do país, devido à crise provocada pela Covid-19, o gabinete do primeiro-ministro confirmou hoje, em comunicado, que António Costa fez o convite ao gestor e que o trabalho que deverá estar concluído até à aprovação do Orçamento Suplementar. 

O Bloco de Esquerda e o CDS já tinham vindo a público rejeitar qualquer possibilidade de negociação com a espécie de "paraministro" que se fazia adivinhar. E este domingo, aos dois partidos veio juntar-se o PAN. Em comunicado, o deputado e porta-voz do partido André Silva, manifestou "absoluto espanto" por ter sabido através da comunicação social que "o Governo colocaria o plano de recuperação económica e social do país nas mãos de António Costa e Silva, um homem do petronegócio".

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