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Britânico de 68 anos esteve detido em Portugal. Foi "um inferno"

Peter Hambrook usou uma mala que, alega, um colega de trabalho lhe emprestou. No forro da mala estava escondidos três quilos de heroína.

- Sanita da prisão onde Peter esteve detido 

Peter Hambrook, um britânico de 68 anos, passou sete meses e meio numa prisão portuguesa. As autoridades encontraram três quilos de heroína no forro de uma mala emprestada que usou para transportar presentes na viagem de regresso de Moçambique.

O tempo que passou na prisão em Portugal foi, como descreveu ao Sunday People, "um inferno. Foi a pior coisa que já experimentei, nunca pensei que conseguisse sair".

Peter é consultor informático e, em maio do ano passado, foi convidado por um antigo colega para ir a Amesterdão, onde deveria trabalhar para uma empresa de viagens holandesa, ganhando 500 libras por dia (cerca de 550 euros). Porém, assim que chegou ao país, foi informado que teria de se deslocar a uma filial da empresa em Moçambique.

Chegado ao país africano, foi convidado a visitar o mercado de Maputo e comprar alguns presentes. Um colega, que diz apenas que se chama Jack, ter-lhe-á emprestado uma mala para que pudesse trazer os presentes de volta.

No dia 24 de maio regressou à Europa num voo que fez escala em Portugal, antes de poder voar para Amesterdão para completar os relatórios relativos ao trabalho na sede da empresa. Porém, assim que tirou a mala do tapete rolante do aeroporto, foi detido.

Quando foi aberto o forro da mala, as autoridades encontraram três quilos de heroína com uma pureza de 38,2%. "Fiquei surpreso. Só tinha comprado uns chapéus de palha e uma esculturas africanas. Não tinha motivos para suspeitar que algo estava ocultado no interior da mala", alegou.

Só quando Peter foi presente a tribunal é que percebeu a gravidade da situação, já que foi acusado de ajudar um traficante de drogas internacional. E, afirmou Peter, quatro dias se passaram até que estivesse autorizado a contactar a esposa e a filha, Lucy, de 17 anos.

O britânico foi transferido para um estabelecimento prisional de alta segurança em Lisboa, onde permaneceu por sete meses e meio. Durante esse período, dá conta o meio de comunicação, a mulher gastou 30 mil libras (cerca de 32 mil euros) com custas judiciais e de deslocação.

Peter, diabético, diz que emagreceu durante o tempo que esteve detido e que todo o processo foi "horrível". Para além de a prisão não ter ar condicionado, as celas tinham uma sanita sem resguardo (como pode ver na fotogaleria). 

Durante o tempo em que este detido, Peter recolheu informação que irá agora compilar num livro. Na obra que irá editar, o ex-recluso revelará ainda que em meses morreram na prisão 12 pessoas, quatro das quais ter-se-ão ficado a dever a causas naturais.

Já em sede de julgamento, Peter foi absolvido das acusações de que teria recebido 10 mil libras (cerca de 11 mil euros) pelo tráfico de droga. O juiz coletivo não deu como provadas as acusações do Ministério Público.

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