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Marcelo lembra Costa Braz como "português de exceção"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do coronel Manuel Costa Braz, que classificou como "um português de exceção" e "uma das figuras marcantes da génese da democracia portuguesa".

Marcelo lembra Costa Braz como "português de exceção"
Notícias ao Minuto

13:46 - 02/07/19 por Lusa

País Óbito

"Manuel da Costa Braz foi um português de exceção, que amava o seu País e sempre sonhou com um Portugal mais livre e mais democrático, em que a conduta das entidades públicas se pautasse pelo escrupuloso respeito das regras éticas de transparência e dos direitos e das liberdades dos cidadãos", escreveu o chefe de Estado numa nota colocada no portal da Presidência da República na Internet.

Marcelo Rebelo de Sousa enviou as suas condolências à família, em nome pessoal e do povo português, pela morte de "um português conhecido pela verticalidade de carácter e pelo seu sentido patriótico do dever, que deixa um rasto de enorme saudade em todos quantos o contactaram de perto e tiveram o privilégio de o conhecer".

"Com o seu falecimento, desaparece uma das figuras marcantes da génese da democracia portuguesa, um militar e um cidadão a quem o País tanto deve e cujo exemplo de vida deve ser conhecido e cultivado pelas gerações mais jovens", acrescenta o Presidente.

Marcelo destaca o percurso de Costa Braz, o "Militar de Abril", que foi "um dos redatores do Programa do Movimento das Forças Armadas e, mais tarde, do 'Documento dos Nove', textos essenciais para a consolidação da nossa democracia e da nossa sociedade livre e plural".

O chefe de Estado recorda que, após o 25 de Abril, Costa Braz "desempenhou os mais relevantes cargos na vida pública portuguesa, destacando-se como primeiro Provedor de Justiça e como Ministro da Administração Interna", cargo em que lhe coube "a exigente e complexa tarefa de organizar o primeiro processo eleitoral livre e democrático da História portuguesa, o sufrágio dos Deputados à Assembleia Constituinte que representou o ato eleitoral mais participado de toda a nossa democracia".

"Durante dez anos, entre 1983 e 1993, exerceu funções como Alto-Comissário contra a Corrupção, e aí, uma vez mais, avultaram a sua profunda dedicação à causa pública, o rigor dos seus princípios éticos e, bem assim, a discrição que é timbre dos homens dignos e conscientes de que ao seu País sempre deram o melhor de si, sem olhar a cargos nem recompensas. Foi ainda administrador de diversas empresas, com destaque para a Hidroelétrica de Cabora Bassa", lembra ainda Marcelo.

Manuel Costa Braz, coronel e antigo ministro da Administração Interna, morreu hoje em Lisboa, aos 85 anos, vítima de doença, disse à agência Lusa fonte da associação 25 de Abril.

Costa Braz foi ministro da Administração Interna no segundo e terceiro governos provisórios, chefiados por Vasco Gonçalves, e no primeiro e quinto governos Constitucionais, liderados por Mário Soares e Maria de Lourdes Pintasilgo, respetivamente.

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