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Tribunal de Loures inicia julgamento de tráfico de droga na região Oeste

O líder de um grupo, composto por mais oito arguidos, acusado de traficar droga na região Oeste durante cinco anos remeteu-se hoje ao silêncio no início do julgamento no Tribunal de Loures.

Tribunal de Loures inicia julgamento de tráfico de droga na região Oeste
Notícias ao Minuto

19:03 - 22/05/19 por Lusa

País Justiça

O coletivo de juízes ouviu ainda a irmã do principal arguido e outro arguido, sendo que a primeira negou os crimes e o segundo admitiu que comprava estupefacientes ao líder do grupo e depois vendia-os a consumidores ou consumia, disse à agência Lusa um dos advogados.

O julgamento continua na quinta-feira, pelas 09:30, com os depoimentos dos restantes arguidos, e tem sessões agendadas até ao final de junho, todas as quartas e quintas-feiras.

Durante os anos de 2013 até maio de 2018, o líder e os restantes oito arguidos atuavam "em ação concertada, visando exclusivamente a venda de produtos estupefacientes a um grande número de consumidores e o recebimento de avultada compensação económica", concluíram a acusação do Ministério Público e a pronúncia do juiz de Instrução Criminal.

O cabecilha do grupo, de 46 anos, sem qualquer atividade profissional, é acusado de adquirir cocaína e haxixe a fornecedores, vender a droga a consumidores e distribuí-la por colaboradores, que se dedicavam à revenda do produto a terceiros.

O indivíduo "controlava a ação diária dos restantes arguidos, emitia ordens e instruções para agirem de acordo com a sua vontade, impunha horários e prazos para a entrega de quantias monetárias relativas às vendas efetuadas, entregava-lhes os estupefacientes e controlava a disponibilidade do produto para assegurar o seu escoamento".

Com o lucro obtido, o líder do grupo adquiria vários bens, tais como automóveis e imóveis, apesar de não exercer qualquer profissão remunerada, de não efetuar quaisquer descontos para o Estado e de não movimentar contas bancárias.

O arguido integrava esses bens no seu património ou registava-os em nome da irmã, uma mulher de 42 anos, também arguida no processo, que conhecia a atividade ilícita do irmão, estando ambos ainda acusados dos crimes de branqueamento de capitais e tráfico de droga.

Para evitar suspeitas quanto à origem do dinheiro obtido, pedia à irmã que o guardasse na sua habitação ou o depositasse em várias contas bancárias para dissimular a operação, já que se tratava de quantias elevadas. Só entre 2017 e maio de 2018, foram entregues e depositados 44 mil euros.

Os nove arguidos foram detidos há um ano, numa operação em que foram também apreendidos 103 mil euros e 189 doses de cocaína, que valeriam mais de seis mil euros no mercado ilícito, além de doses de canábis, uma arma, telemóveis, dezenas de cartões de telemóvel, cinco computadores e três 'tablets', uma mota, sete veículos, vários extratos bancários, sacos de transporte de dinheiro, cinco balanças de precisão e vários objetos utilizados na preparação, cultivo e acondicionamento da droga.

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