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Moçambique: "Ajuda, para ser efetiva, tem de ser organizada"

Marta Temido marcou presença na partida de mais um meio aéreo que leva ajuda para a cidade da Beira, reforçando a necessidade de harmonizar esforços.

Moçambique: "Ajuda, para ser efetiva, tem de ser organizada"
Notícias ao Minuto

17:36 - 24/03/19 por Filipa Matias Pereira 

País Operação Imbondeiro

Mais um avião de carga parte este domingo com ajuda portuguesa para Moçambique. São cerca de 30 toneladas de material e ajuda humanitária que serão levados para a cidade da Beira, ao abrigo da 'Operação Imbondeiro'. Marta Temido marcou presença na partida deste meio aéreo, ao lado de Francisco George, responsável máximo da Cruz Vermelha portuguesa.

Em breves declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde reforçou que esta missão espelha o "trabalho que a Cruz Vermelha portuguesa tem liderado com um conjunto de forças da sociedade civil e do mundo". Esta missão vem ainda "adicionar-se a outros esforços consertados que já estavam em marcha, concretamente da parte da saúde".

A ministra com a pasta da Saúde reforçou que "é muito importante nesta altura, em que há vontade de ajudar, que se perceba que a ajuda, para ser efetiva, tem de ser organizada". E é nesse sentido que, acrescentou, têm sido desenvolvidos esforços, nomeadamente para "perceber concretamente as condições no terreno e o que é necessário fazer chegar em termos de meios humanos".

Assegurou Marta Temido neste domínio que, da parte do Serviço Nacional de Saúde, "a maior colaboração é a disponibilização de recursos técnicos e a dispensa de serviço". Aproveitou a ministra do Governo de Costa a oportunidade para direcionar "uma palavra de agradecimento aos hospitais que vieram juntar a sua vontade à dos médicos e enfermeiros que vão para o local".

Também presente no local esteve o embaixador de Moçambique em Portugal. Joaquim Bule espera que Portugal continue com a "solidariedade que tem demonstrado desde a primeira hora dos acontecimentos na Beira". Explicou o diplomata que neste meio aéreo seguem bens essenciais para emergência, medicamentos e alimentos, para além de 500 quilos de fibra ótica para restabelecimento de comunicações.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai em Moçambique, no Zimbabué e no Maláui aumentou hoje para 761 mortos, com a confirmação de mais 446 vítimas mortais no lado moçambicano.

A Organização Mundial de Saúde anunciou que está a preparar-se para enfrentar prováveis surtos de cólera e outras doenças infecciosas, bem como de sarampo, em extensas zonas do sudeste de África afetadas pelo ciclone Idai, em particular em Moçambique.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março.

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

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