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Operação Húbris. PJ anuncia mais uma detenção no caso Tancos

Detenção ocorreu na sequênciade diligências desencadeadas no passado dia 09, quarta-feira.

Operação Húbris. PJ anuncia mais uma detenção no caso Tancos

A Polícia Judiciária anunciou, esta sexta-feira, mais uma detenção na investigação do caso em que se apuram as circunstâncias em que ocorreu o furto de material de guerra, entre a noite do dia 27 e a madrugada do dia 28 de junho de 2017, no Paiol de Tancos.

Numa nota conjunta enviada às redações, a Procuradoria-Geral da República esclarece que esta detenção ocorreu no âmbito de inquérito dirigido pelo Ministério Público e com investigação realizada pela Polícia Judiciária, na sequência de diligências desencadeadas esta quarta-feira, dia 9 de janeiro. 

Sublinha o Ministério Público que, tal como nas detenções anteriores, em causa estão factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes.

O inquérito corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária.

O detido foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para aplicação das medidas de coação, tendo sido decretada a prisão preventiva.

Com esta detenção, são já dez os suspeitos de terem estado envolvidos no furto das armas de Tancos. O nono arguido, detido em dezembro último, e que à data dos factos era militar em funções nos paióis do exército, ficou igualmente sujeito à medida de coação mais gravosa: prisão preventiva, tendo sido encaminhado para o estabelecimento prisional de Évora.

Segundo o despacho do juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, esse nono arguido está indiciado por prática de crime de terrorismo internacional. 

O caso do furto de armas em Tancos ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos, numa operação do MP e da PJ, sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do roubo.

Entre estes detidos está o diretor da PJM e um civil (que já foi militar), principal suspeito da prática do furto, encontrando-se ambos em prisão preventiva, num caso que levou à demissão de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa e cujas implicações políticas levaram à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ainda não começou com as audições.

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