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INEM: MAI quer investigação às comunicações e mobilização de meios

A tutela ordenou à Autoridade Nacional de Proteção Civil que investigue todas as comunicações feitas e a forma como foram mobilizados os meios de socorro após a queda do helicóptero do INEM.

INEM: MAI quer investigação às comunicações e mobilização de meios

O helicóptero do INEM com base em Macedo de Cavaleiros caiu, no último sábado, na zona de Valongo, causando a morte aos quatro tripulantes – dois pilotos, um médico e uma enfermeira.

A causa da queda do aparelho ainda não é conhecida oficialmente, mas o que tem gerado discórdia é o tempo que os meios de socorro demoraram a chegar ao local.

Nesta senda, o Ministério da Administração Interna “determinou” à Autoridade Nacional de Proteção Civil que, em “articulação direta com a Força Aérea, a NAV, a PSP, a GNR, a Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto e a Câmara Municipal de Valongo, aprofunde as circunstâncias que rodearam a comunicação da ocorrência e a mobilização de meios de socorro”.

Em comunicado enviado à SIC Notícias, a tutela explica ainda que o objetivo desta investigação é o de proceder à “plena caracterização dos factos e à apresentação de propostas de correção de procedimentos e normativos aplicáveis”.

Recorde-se que já na segunda-feira o Ministério da Administração Interna havia “determinado” à Proteção Civil “a abertura de um inquérito técnico urgente ao funcionamento dos mecanismos de reporte da ocorrência e de lançamento de alertas em relação ao acidente que envolveu o helicóptero do INEM e que vitimou quatro pessoas”.

Ainda segundo a SIC Notícias, a Autoridade Nacional de Proteção Civil vai divulgar, ainda esta manhã, o relatório preliminar relativo ao acidente.

O acidente com o helicóptero Agusta A109S, operado pela empresa Babcock, ocorreu quando o médico Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo regressavam à base, em Macedo de Cavaleiros, depois de terem realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

Os quatro tripulantes estiveram dados como desaparecidos durante horas até que, finalmente, os destroços do aparelho foram encontrados. No entanto, os seus corpos só foram retirados do aparelho no dia seguinte ao acidente.

A mobilização dos meios de socorro está sob fogo, pois está por explicar a razão pela qual as quatro vítimas só foram encontradas horas depois do acidente, pese embora o alerta feito por populares que viram o helicóptero e ouviram um estrondo.

A polémica agudizou-se com a informação da empresa que gere a navegação aérea (NAV) e que dava conta de que os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS) de Porto, Braga e Vila Real “não atenderam” a chamada de busca e salvamento.

Embora não haja ainda uma conclusão formal e oficial sobre o que terá causado o acidente, uma primeira análise aos destroços leva a crer que o helicóptero terá colidido com uma antena emissora existente naquela zona.

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